Equipamento tem versão elétrica e manual
Inventado em 1887 por Thomas Edison, o correto é denominar 'mimeógrafo' o equipamento a tinta e 'duplicador de cópias' quando é a álcool, explica o especialista em manutenção do equipamento Gervásio Gozalez Vasquez. Segundo ele, o mimeógrafo a tinta tira até 10.000 cópias, sendo que ele funciona nas versões elétrica e manual. Já o duplicador a álcool reproduz de 200 a 250 cada matriz.
Há quase 30 anos trabalhando na área de mecanografia, a técnico administrativa Avelina de Azevedo Fernandes, do Colégio Estadual Evaristo da Veiga, se autodenomina ''expert'' no ofício de lidar com o mimeógrafo, que exige técnica para não manchar as folhas. ''Os professores passam a matriz e eu faço todo o trabalho manual de rodar o material. O equipamento realmente tem uma manutenção barata e olha que os nossos são da década de 70. Quem precisa de manutenção, de vez em quando, sou eu, que passo mal com o cheiro do álcool e preciso trabalhar em uma sala arejada, com ventilador'', comentou, com bom humor, a funcionária. A escola tem equipamento de xerox, mas, devido ao limite mensal de cota, ainda utiliza o mimeógrafo para a confecção de atividades para a educação infanil e os primeiros anos do ensino fundamental.
Em contrapartida, na Escola O Peixinho o equipamento já foi aposentado há mais de dez anos. Na opinião da diretora educacional da instituição particular, Daniela Zoéga Della Barba, entre as principais desvantagens do mimeógrafo está a limitação do lay-out da página, o fato de ser manual e o risco de borrar o papel. ''Sinceramente, não tenho saudade dele e nem da máquina de escrever. As nossas atividades são feitas no computador e temos uma impressora a laser para fazer fotocópias'', destacou a educadora.(A.P.N.)





