Desde a explosão dos Racionais MC’s, que venderam mais de 500 mil cópias do CD independente ‘‘Sobrevivendo no Inferno’’, ficou provado que o rap não depende do marketing das gravadoras para chegar ao público.
Mas, nesta temporada, os grupos da periferia e os executivos da indústria fonográfica estão se unindo para popularizar mais ainda o gênero. Os próprios Racionais fecharam contrato de distribuição de seu próximo disco com o selo Black Groove, que é uma subdivisão da multinacional Sony Music.
O Pavilhão 9, outro expoente do rap nacional, assinou com a WEA. Seu próximo disco está previsto para sair em outubro com produção de Tom Capone e Carlos Eduardo Miranda. A mesma WEA está arremessando às lojas este mês o CD ‘‘Pa Doido Pirar’’, terceiro trabalho-solo de Jamaika (ex-Câmbio Negro).
O Doctor MCs, por sua vez, vai carimbar até o final do ano o catálogo da BMG, que lança seu primeiro título de rap brazuca. Já os pernambucanos dos Faces do Subúrbio trazem a chancela da Universal em seu terceiro álbum ‘‘Como é Trise de Olhar’’. Mas é a gravadora Trama, cuja estrutura rivaliza com as majors, que está anunciando o maior número de lançamentos para este segundo semestre do ano.
O primeiro a pular dos fornos é o disco do rapper Xis, famoso pelo hit ‘‘Us Mano E As Mina’’ (vencedor na categoria melhor clipe de rap no último Video Music Brasil). O disco foi lançado no ano passado pelo minúsculo selo 4P, de propriedade de KL Jay. Mas agora retorna às prateleiras com divulgação maciça e distribuição nacional.
Estão agendados também os novos CDs de Criminal D, Camorra, Gangue de Rua, Potencial 3, Resumo do Jazz, DJ Tubarão, Rappin Hood, DJ King e Mc Jack. E a exemplo de Xis, o SP Funk e o Apocalipse 16 terão seus discos – editados originalmente pelos selos Brava Gente e 7 Taças – relançados pela Trama.

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