Wagner Polistchuk admite que tem um gosto pouco convencional a um músico erudito: gosta de rock and roll. Confessa que muitas vezes, antes de ensaios ou concertos com a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, colocou o som em volume alto de alguns de seus ídolos roqueiros entre eles, Genesis e Supertramp, entre outros. De música popular, pouco ouve. Nem mesmo Roberto Carlos, com quem viajou no início da década de 80 com a turnê ''Emoções''. No entanto, ele deixa claro que como regente da Orquestra Sinfônica da Universidade Estadual de Londrina pretende mesmo continuar divulgando a música erudita. Mas faz uma ressalva: ''Tudo que for popular, mas não for popularesco eu topo''.
Em sua opinião, a orquestra deve estar voltada exclusivamente à difusão da música erudita? Digo isso porque há quem defenda uma aproximação maior da música popular...
Tudo que for popular, mas não for popularesco eu topo. Eu sou trombonista e comecei minha carreira dentro da música popular, toquei com Roberto Carlos, Simone, o grupo Rádio Táxi, toquei jazz... Então não tenho nada contra, mas dependendo da forma que se faz, dá para tocar música popular em qualquer lugar.
Em outras palavras, a Osuel vai se inclinar principalmente para a música erudita, é isso?
Principalmente, mas não exclusividade.
Além da falta de profissionalismo, o que o senhor não vai admitir em hipótese nenhuma em relação aos músicos da orquestra?
Bem, todo mundo me conhece como trombonista e esse é meu primeiro grande passo dentro da carreira de maestro, de regente titular. Tenho muito coisa a aprender, mas também trago muita coisa que aprendi numa orquestra tocando trombone. E na primeira conversa que tive com os músicos deixei bem claro que quero ser respeitado assim como vou respeitá-lo. Ou seja, trabalhar num ambiente de total respeito.
Você aparentemente é uma pessoa centrada equilibrada, mas também meio linha dura.
A parte artística estará em minhas mãos, então se eu quiser elevar o nível vou ter que ser um pouco linha dura quando for necessário.
Você só ouve música erudita?
Não!
Quais seus gostos musicais, por exemplo?
Quando vou para os concertos da Orquestra, em São Paulo, escuto rock antigo. Por exemplo Genesis, Supertramp, Yes, Alan Parsons eu escuto bastante... Vou com o volume a toda e chego na orquestra com outro som no ouvido.
Um maestro roqueiro?
É eu curto muito.
E música popular brasileira?
Escuto pouco. Escuto em casa uma rádio em São Paulo que só toca música brasileira. Rock é o que mais gosto.
Mas nem Roberto Carlos, com quem trabalhou?
(risos) Não.
Cinema!
Adoro ficção. Gosto da série ''Guerra nas Estrelas'', é desse tipo de filme que eu gosto.
Literatura!
Gosto muito de literatura esotérica. Li pouca coisa do Paulo Coelho, mas gosto um pouco. Li ''O Cavalo de Tróia'' (J.J.Benitez) e ''Profecias Celestinas'' (James Redfield)
Você é religioso?
Eu sou à minha maneira. Sou evangélico luterano, mas trabalhei muito tempo com adventistas, fui regente de uma banda no Instituto Adventista. Mas tenho meu jeito de ser. O fato de fazer o bem e não fazer o mal às pessoas já é uma religião.
Alguma superstição antes de subir num palco?
Eu sempre lembro muito do maestro Eleazar de Carvalho, meu primeiro regente, que entrava firme no palco, como se fosse marcando território. E com muita concentração.

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