Marcos Pasquim tem consciência da ''ginástica'' que é protagonizar uma trama assinada por Carlos Lombardi. Até porque ''Kubanacan'' é a terceira produção do autor de que este paulistano de 33 anos participa. Durante as gravações da atual novela das sete da Globo, o ator sabe que vai ter de ''suar'' na pele permanentemente exposta de seu personagem, o desmemoriado e briguento Esteban. ''Quero mostrar em 'Kubanacan' que não tenho só um corpinho bonito. Espero conseguir'', surpreende o ator, que é um dos ''queridinhos'' de Lombardi.
Um pouco mais magro e visivelmente mais musculoso que nos trabalhos anteriores, Pasquim não esconde a vontade de fazer personagens dramáticos em novelas futuras. Mas esclarece logo que não se importa em aparecer sem camisa praticamente em todas as cenas de ''Kubanacan'', até porque nem todos os atores estariam aptos para se mostrar desta maneira na televisão. ''Só sou chamado para este tipo de trabalho porque não tenho 180 quilos e sei fazer cenas de ação. E quem tem um corpo bonito tem de mostrar mesmo'', pondera, sem perder o sorriso de canto de boca.
Como é trabalhar com um autor que explora tanto o físico do elenco?
Para mim é tranquilo. Mas existe um grande preconceito com as novelas do Lombardi. E não concordo. Se eu fosse um cara de 180 quilos ninguém iria querer mostrar meu corpo. Mas faço questão de dizer que também procuro mostrar meu talento como ator e não só a parte física. Não sei se consigo atingir meu objetivo, mas estou tentando. Quero mostrar que o Marcos Pasquim não é só corpo. Por outro lado, sei fazer este tipo de trabalho, mais ligado à ação e à comédia, algo que nem todos os atores conseguem. Acho que em ''Kubanacan'' meu personagem tem tanto momentos dramáticos quanto cômicos e sensuais.
Como é interpretar um personagem que não tem um passado definido?
Isto é o mais difícil até agora em ''Kubanacan''. Porque não sei onde buscar o personagem. Nesse sentido, acredito que seja o meu trabalho mais difícil como ator. Porque são vários Estebans que tenho de interpretar. Não é o tipo de personagem linear, que você compõe e segue a composição até o final. E até agora o Lombardi, para quem ligo algumas vezes, não me disse quem é realmente o Esteban. Pelo contrário. Sei que vão aparecer vários Estebans até o final da novela. O Lombardi tem uma noção de quem é o personagem, mas nem ele sabe exatamente. Então não sei se o Esteban é ''do Bem'' ou ''do Mal''. Por isso, vou interpretando no ''escuro'', mais na intuição e no que tiro do texto.
Na sua opinião, em que ''Kubanacan'' acrescenta para o espectador?
Sem dúvida, fazer com que o espectador relaxe e consiga rir depois de um dia de trabalho. Acho que a novela das sete serve muito para isso. Principalmente agora, que o Brasil vive um clima de violência crescente. É a hora do cara relaxar no sofá e rir.
Assim como seu colega Humberto Martins, você também já foi sondado para posar nu. Você aceitaria este tipo de proposta?
Desde ''Uga Uga'' recebo estes pedidos. Agora ainda não me sondaram, mas é porque a novela está começando. A questão é pagar bem, pois não tenho problemas em aparecer nu. Mas não sei se este tipo de exposição iria contribuir para a minha carreira de ator na televisão... Até porque encararia isto como um trabalho e, com certeza, iria cobrar, não sei quanto, mas bem caro...

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