ENTREVISTA
O show Olhos de Onda estreou há dois anos e ganhou registro em DVD em 2014. Houve alguma alteração desde que o espetáculo ganhou as estradas?
Não muitas, ou não muito expressivas. Mesmo assim ele nunca sai igual porque cada cidade é uma cidade.
Apresentar-se apenas com voz e violão é um desafio maior para o artista?
Para mim não, uma vez que comecei minha aventura musical cantando em bares, em Porto Alegre, sempre só de voz e violão. Eu adoro o formato.
Este ano você apresentou um show em homenagem ao centenário de Lupicínio Rodrigues que foi muito bem recebido pelo público e pela crítica. Pretende correr o País com ele?
Não, fizemos a homenagem por encomenda da UFRGS, gravamos o DVD e a noite, que era para ser única, seguirá única. Não é possível conciliar as agendas de todos nós.
Por onde anda a Adriana Partimpim? Quando ela gravará um novo álbum?
Por onde anda ninguém sabe, mas ela está com vontade de brincar de música outra vez que eu sei.
Você tem se apresentado em projetos diversos, coletivos e individuais. Todas essas atividades têm lhe dado inspiração para disco com músicas inéditas? Tem planos de gravação?
Tenho composto na estrada, e escrito canções de encomenda para Roberta Sá, Ana Lomelino e Teresa Cristina. Planos concretos de gravação não tenho ainda.
A música "Me Erra" é uma das mais belas do novo disco da Roberta Sá. O lançamento de "Micróbio do Samba" aproximou mais você deste universo? O público pode esperar um novo trabalho dedicado ao ritmo?
Puxa, obrigada. Creio que sim, não fosse o Micróbio não sei se as meninas do samba estariam me pedindo músicas. Nunca se sabe, mas não acredito em outro trabalho dedicado exclusivamente ao samba ou a qualquer ritmo.
Quais artistas das novas gerações têm despertado seu interesse?
Banda Tono, Dônica, Fino Coletivo, Alice Caymmi, Ava Rocha, Mallu Magalhães, tem muita gente legal.
São 25 anos de carreira fonográfica. Qual avaliação você faz desse período?
Peguei a transição para o CD e as mídias digitais e acho interessante ser testemunha dessa revolução. Meu primeiro álbum saiu em vinil e K7, depois lancei os outros trabalhos em vinil e CD, depois só em CD e hoje em dia em CD e vinil, é engraçado.
Como o público tem recebido a turnê "Olhos de Onda"?
Muito melhor do que eu poderia imaginar, tanto que já lancei depois dele o DVD e CD "Loucura", que está fazendo enorme sucesso, e a turnê segue na estrada há dois anos e meio. As cidades pedem o show, eu vou.
De quais momentos do show você mais gosta?
Não tenho preferência, ele é todo encadeado. Mas gosto muito daqueles segundos antes de o show começar, ali na coxia, antes de ver o público; sempre me comovo com a sorte de poder fazer o que mais amo.





