Entrevista
O jornalista Marcus Preto (produtor do disco) afirmou que foram ouvidas 150 composições inéditas na fase de pré-produção de "Estratosférica". Quais critérios foram levados em conta na hora da seleção do repertório?
Eu gravei tudo aquilo que realmente me bateu, que eu gostei, sem pensar em cada compositor. Eu tenho que gostar da canção para gravar. Eu queria que o disco tivesse uma pegada mais eletrônica, com arranjos mais rasgados, que causava estranheza. Esse foi o critério.
Imaginava que fosse chegar aos 50 anos de carreira com toda essa vitalidade e ainda despertando tanto a atenção do público?
Eu não penso em datas, e não me cobro nada. As coisas na minha vida sempre acontecem naturalmente. Me cuido, claro, mas sou uma pessoa comum. E é assim que encaro minha carreira também. Eu gosto de ousar, gosto de criar novos caminhos, de dar saltos dentro da minha carreira. E isso desperta a atenção do público, eu acho.
O disco ficou bastante solar e leve. Ele reflete seu atual estado de espírito?
Reflete muito de como estou agora. A linguagem do disco é moderna, fresca, ousada. A música "Estratosférica" é a que mais reflete o meu momento. Eu pedi ao Pupillo, meu baterista no disco, que fizesse uma música dançante pra mim e defini o ritmo que eu queria. Ela realmente descreve o momento que eu vivo.
Como tem sido sua rotina morando em São Paulo?
Eu tenho um vida simples em São Paulo. Saio de casa sem maquiagem, quero viver minha vida de forma natural. O meu espírito não acompanha minha idade cronológica. A minha voz é o espelho da minha alma. E minha alma é jovem.
Pretende levar o novo disco para o palco? Já pensou no conceito do show? Já tem o local e a data de estreia?
Claro. Vou fazer uma turnê grande pelo Brasil com esse disco. Eu e o Marcus Preto já estamos pensando nas canções e no formato. Passando a fase de lançamento do disco, vamos sentar e pensar nesse repertório. A turnê do Recanto durou 4 anos, quero fazer isso com Estratosférica também. Ainda não temos datas acertadas, mas devemos começar na segunda quinzena de agosto.
Serão três formatos de espetáculos com repertório e estéticas diferentes ("Ela disse-me assim", "Espelho d´água" e, em breve, o "Estratosférica"). Qual desses trabalhos tem lhe dado mais prazer?
O "Ela disse-me assim" não será turnê. Fechamos com a Natura um total de sete shows pelo Brasil e faltam só dois. A prioridade é o show do Estratosférica. O show "Espelho Dágua" continuarei fazendo. É um show menor, para lugares menores e mais intimistas. Tenho adorado fazer esse espetáculo e ele deve seguir paralelo ao "Estratosférica".
O que tem ouvido ultimamente? Alguma nova cantora tem chamado sua atenção na MPB?
Ouvi muitas músicas durante a composição do disco. Eu nunca tinha gravado tantas mulheres como nesse disco. Conheço e gosto muito do trabalho de todas elas: Mallu, Marisa Monte, Céu. São incríveis.





