ENTREVISTA
A sonoridade mais eletrônica explorada no álbum #AC foi levada com mais intensidade para o palco?
Esse show contempla a sonoridade do álbum e que também permeia algumas das releituras de antigos sucessos, a banda também não tem uma bateria "orgânica" como no #AC. Temos a percuteria de Leonardo Reis e as batidas, tons e sons de um DJ e produtor Mikael Mutti. No entanto não se trata de um show de música eletrônica e sim de uma feliz união de linguagens e um tratamento contemporâneo. É um show que visita 15 anos de carreira e mostra estar em dia com seu tempo.
Essa proposta tende a permanecer em futuros trabalhos?
Não costumo antecipar os "próximos capítulos" me dedico a produção musical diariamente sem fórmulas premeditadas, a base de tudo é a canção, já a produção e o tratamento estético ocorrem no momento em que vamos para o estúdio. Gosto de experimentar sempre, sempre uso o que considero ser o melhor de cada experiência, mas me dou ao direito de sempre ter uma folha em branco, um novo capítulo.
Você explorou tons mais suaves em #AC. Essa mudança se deve a sua atual fase de vida ou a uma busca em relação à novas possibilidades quanto à estética das suas interpretações?
Como disse acima sempre há espaço para as novas possibilidades, não quero pertencer a uma prateleira única, específica. O bom de trabalhar com música é ter a infinita possibilidade de experimentar em todos os sentidos. Tons, batidas, parceiros, melodias, etc...
Suas parcerias musicais têm se ampliado bastante nos últimos anos. Após compor com Guinga, Edu Krieger e Chiara Civello, tem algum compositor ou compositora com quem você sonha trabalhar?
Sou boa de parcerias, melhor que antever ou prever acontecimentos, é deixar a janela aberta e mirar os novos horizontes, uma hora sempre pinta alguém, uma nova canção. Adoraria ter composto com o Lennon, quem nunca? Já que não dá mais, sonho em encontrar grande parceiros pelo caminho, "caminhando e cantando e seguindo a canção".
No repertório dessa turnê há músicas que causaram polêmica, como "Libido" e "Eu Comi a Madonna". Por se tratar de um show em homenagem às mães, haverá alguma alteração no espetáculo em Londrina?
Minha mãe mora comigo, somos grandes parceiras e ela me ama e eu a ela. Não acredito que os mesmos ouvidos que ouvem " É Isso Aí", " Rosas", "Quem de Nós Dois" ou "Eu Sei Que Vou Te Amar" não possam ouvir versos que tratam da "líbido humana" de maneira poética, não há nada com que se deva preocupar. As mães, a libido e a madonna fazem parte de um mesmo mundo e é nesse que eu vivo. A Madonna então é uma grande mãe, qualquer dia desses serei também e darei graças a Deus de poder viver e criar filhos em um mundo sem falso moralismo ou preconceito.
Já tem planos quanto à gravação e o conceito de um novo CD?
Surpreesssa!!! Por enquanto, vamos a Londrina, celebrar o amor, as boas mães e seus filhos, o futuro a Deus pertence. (M.R.)





