ENTREVISTA
Folha de Londrina: Como surgiu esse projeto de tocar com uma banda cover do Charlie Brown Jr, de Londrina?
Marcão Britto: Tenho um projeto chamado "Marcão Intercâmbio" em que toco com fãs e em tributos ao Charlie Brown Jr. Tem sido bom fazer isso após tudo o que vivi no ano passado. Estou conseguindo me reconectar com o universo musical. Eu tinha parado com tudo depois da tragédia da perda dos dois amigos. A banda de Londrina surgiu aí. Já tinha ouvido falar deles na internet, que faziam um trabalho legal de homenagem. Eles tocam bem e têm o capricho de seguir até as vestimentas. Fiz um primeiro show com eles em Nova Friburgo, na região serrana do Rio de Janeiro.
Além de tocar com o Viva F3, já tocou com outras bandas cover do Charlie Brown Jr.?
Sim, com várias por todo o País: Goiânia, Manaus, cidades de Minas Gerais. Desde novembro, já participei de muitos shows. Tudo teve início com minha participação no show do Kiara Rocks, no Rock in Rio. Foi ali que resgatei a vontade de tocar porque quando perdi os caras, perdi tudo à minha volta. Fiquei sem chão. Nenhuma outra banda havia perdido dois integrantes num período tão próximo. Foi um choque violento. Depois do show no Rock in Rio, apareceram os convites e todas as participações mantiveram minha cabeça ocupada. É um intercâmbio legal. Com a Charlie Brown Jr. era diferente, era uma coisa mais mainstream, de circuito de bandas grandes. Já esse projeto nos coloca mais perto do carinhos dos fãs.
Que outros trabalhos está desenvolvendo atualmente?
Sou produtor de bandas em Santos. Meu estúdio tem 14 anos, período em que gravamos alguns discos do Charlie Brown Jr. Era o QG da banda. De 4 anos e meio pra cá, o estúdio cresceu e decidi abri-lo para a produção de outros trabalhos. Recentemente gravei a música inédita "Não estamos sozinhos" em homenagem ao Chorão e ao Champignon. Ela teve uma visualização bastante expressiva no Youtube. Hoje vou ensaiar o dia todo para o show em homenagem ao aniversário do Chorão no dia 13 de abril, na Estância Alto da Serra, na Grande São Paulo.
A música "Não estamos sozinhos" traz você cantando. É um cartão de apresentação de seu novo projeto solo?
Estou preparando um novo projeto, mas não posso adiantar nada agora. Até peço desculpas. Pretendo esperar o momento certo para falar sobre isso. A missão segue. A música é o que sei fazer e não sei viver sem ela.





