É seu primeiro trabalho em televisão?
Na Globo, sim. Fiz coisas na TV Cultura. Fiz um especial com direção do Lirio Ferreira e também dirigi um pra lá.

Como é sua participação em "A Teia"? Você faz uma ponta ou encarna um personagem presente ao longo de toda a série?
É um personagem. Não sei exatamente o tamanho do personagem. Eu fui contratado e fui lá ao longo de quatro meses e gravei várias cenas. Paulo Vilhena e João Miguel são os atores principais. Eu sou o chefe da quadrilha do personagem do Paulo Vilhena. É um personagem bacana e eu gostei de fazer, mas não tenho ideia do tamanho do personagem dentro da série.

Pelo que foi divulgado, vai ter muitas cenas de ação. É uma série policial? Traz alguma elemento "novo" ou "diferente" para os padrões da Globo ou para o paladar do público de TV aberta?
É uma série de ação muito bem escrita pelo Braulio Mantovani e pela Carolina Kotscho. Quando me convidaram, aceitei fazer por causa do roteiro. Eu percebi que podia me divertir fazendo. É quase como se eu voltasse a brincar de mocinho e bandido. É claro que é uma série hardcore, séria e tudo o mais. Mas nós, atores, estávamos nos divertindo com cenas de ação, perseguição policial, assalto, caminhão tombando, resgate de helicóptero, etc. E foi bem bacana fazer. Os diretores Rogério Gomes e Pedro Vasconcelos foram muito competentes na gravação. Pelo que vi do trailer que exibiram pra gente, ficou muito boa e acho que o elemento "novo" é exatamente esse. Uma série policial, com um roteiro foda, com boa direção e um elenco muito maneiro. Eu já conhecia a maioria dos atores. Todos amigos meus de teatro. Um casting muito bom mesmo.

Além dessa série, você participou ou está participando de outros projetos para TV ou cinema?
Agora em março, o Neville D'Almeida começa a filmar a adaptação do meu texto de teatro "A Frente Fria que a Chuva traz". Talvez eu participe fazendo um personagem também.

Tem alguma produção (peça de teatro, livro, CD) engatilhada para estrear ou lançar em 2014?
Tô trabalhando lá no teatro que eu sou sócio junto com outros amigos, o Teatro Cemitério de Automóveis (R. Frei Caneca, 384), em São Paulo. A gente tem que fazer uma programação constante, até porque somos nós que pagamos todas as despesas, e teatro costuma ser caro pra sustentar e geralmente não dá quase lucro nenhum, principalmente se optamos por fazer um tipo de teatro mais autoral e sem fazer concessões como é o caso do nosso. Então o trabalho é puxado e constante. Agora em fevereiro a gente estreia lá as três adaptações que fiz dos livros dos escritores gaúchos Daniel Galera ("Dentes Guardados"), Daniel Pellizzari ("Ovelhas que voam se perdem no céu") e Cristiano Baldi ("Clavículas"). Estreio um texto novo no Festival de Curitiba que se chama "Whisky e Hamburguer". Quero fazer uma mostra grande ainda este ano se aprovarem a nossa pauta no Centro Cultural São Paulo. No mais, tô escrevendo mais dois romances e preparando um novo livro de poesias. Devo publicar uma nova coletânea de peças pela Editora Atrito de Londrina e também uma coletânea de textos que publiquei no facebook por outra editora de São Paulo. E nossa banda "Saco de Ratos" lança o terceiro CD em abril. Acho que é isso. Quer dizer, tem mais coisa, mas nada confirmado ainda.

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