ENTREVISTA
Esta é a sua segunda temporada de shows com a Orquestra Sinfônica de Blumenau. Como tem sido essa experiência?
Parto do princípio de que se estamos na segunda temporada, é porque a primeira prestou. A Orquestra tem muita qualidade e é muito organizada. Na verdade, a primeira vez que toquei com ela foi há mais de 20 anos, quando fizemos uma série de concertos. Daquela época, acho que a formação ainda conta com 4 ou 5 músicos. No ano passado, realizamos nosso segundo encontro fazendo apresentações em Santa Catarina. Agora ampliamos para o Rio Grande do Sul e Paraná. É uma troca que junta a informalidade e a disciplina, cada uma cedendo um pouco. Não estamos nesse projeto pelo "inusitado", pelo "diferente", para ver "no que vai dar". Não. Fazemos porque o resultado é bonito.
Vocês mudaram o repertório de uma temporada para outra?
Sim. Nos concertos do ano passado, tocamos músicas que eu já vinha tocando há algum tempo por aí. Para as novas apresentações, o repertório foi pensado e estudado. Montamos um show com arranjos específicos para outras composições. Tem umas 4 músicas minhas e de outros compositores do Rio Grande do Sul, todos com influências da música fronteiriça, de ritmos e de formas de tocar da Argentina e do Uruguai.
Há planos de gravar e lançar CD ou DVD desses concertos?
Geralmente, saímos empolgados de um projeto bem-sucedido com vontade de gravar e de fazer tudo. Mas isso só existe enquanto ideia, não há nada de concreto. O que está certo é que vamos levar esse show para outras regiões do Brasil.
Além desse projeto com a orquestra, há algum projeto de disco engatilhado?
Por enquanto, continuo divulgando o disco mais recente, que é um registro de shows que fiz na Europa ao lado de meu quarteto. Mas geralmente no mês de fevereiro, quando diminuímos o ritmo de viagens, procuramos nos reunir para gravar ou para definir uma data para entrar no estúdio quando sobrar tempo.





