Como nasceu a ideia desse concerto com a orquestra do maestro holandês Martin Fondse?
Tudo começou com o comentário de um dos produtores do Festival Nijmegen, na Holanda. Ele disse que nosso som combinava, e não é que estava certo? Há alguns anos descobri que esse tipo de hibridagem no meu som podia dialogar com várias partes do planeta, e a música tem sido muito generosa comigo... Me levou a tantos lugares e agora a esse encontro. Fico muito feliz de conhecer pessoas como o Martin, que também acredita nessa ferramente de transformação que pode ser a música!

No último fim de semana, voce se apresentou em Recife (PE) com a Orquestra Sinfônica Brasileira, do Rio de Janeiro. Como tem sido a experiência de cantar com acompanhamento e arranjos de cordas?
Apesar se serem duas orquestras, fundamentalmente são duas experiências completamente diferentes. No caso da OSB, com 80 músicos no palco, tudo é infinitamente mais rígido, tudo tem que ser tocado da mesma maneira, para tudo soar igual. Já a orquestra do Martin tem um tipo de molejo diferente, é um outro caminho, mais livre, embora sejam duas orquestras.

Há planos de lançar em discos ou DVDs as gravações desses concertos com orquestras?
Por enquanto não.

Você está envolvido em algum projeto de gravação ou participação em disco atualmente?
Trinta anos, trinta especiais: acredite ou não, ainda tem chão pela frente. Estou focado nas "co-memórias" que marcam as três décadas de minha carreira.

mockup