ENTREVISTA
Como serão os shows? Vocês tocarão as músicas inéditas que estarão no próximo álbum?
Uyara Torrente: O show é o oficial com o qual temos circulado nestes dois anos. Como é a primeira vez em Londrina, vamos mostrar as músicas do primeiro disco, além das músicas do vinil compacto recém-lançado e algumas surpresas. Haverá participação especial da cantora Layane, uma londrinense que tem banda em Curitiba e cujo disco está sendo produzido pelo nosso tecladista Vinícius. Ela é uma cantora incrível e excelente compositora.
Além dos shows, você conduzirão uma oficina de musicalização para crianças no Sesc. É uma atividade frequente da banda?
O baterista Gaúcho é um mestre nesse departamento. Ele trabalha com isso e vai comandar a oficina. Nós estaremos lá participando.
No próximo sábado vai fazer dois anos desde o lançamento de "Oração" na internet. Ainda dá prazer em tocar a música? Qual a relação de vocês com a canção?
As pessoas devem pensar: "Coitados, eles não aguentam mais tocar essa música!". A verdade é que a gente adora tocá-la, ainda temos tesão.
Na época do estouro, vocês faziam até três bis de "Oração" ao final dos shows com toda a plateia cantando junto em coro. Continua assim?
Show é um negócio maluco, cada um é diferente de outro. O público pede, reage, vibra e canta junto - e não só durante "Oração". Passaram-se dois anos do lançamento da música e a gente nem viu o tempo passar. Trabalhamos sem parar. O legal é termos sabido organizar os 15 minutos de fama e não se colocar como uma coisa de moda passageira.
Vocês lançaram recentemente um compacto em vinil com participação do China (vocalista da banda Del Rey e VJ da MTV). O segundo álbum também será lançado nesse formato?
Todos nós, na banda, sempre fomos admiradores do vinil. Quando o Rodrigo, nosso guitarrista, viaja para Nova York ele só traz discos em vinil. Era um desejo antigo da banda, daí optamos em fazer o compacto depois de fazer um show com o China. Eu, particularmente, cresci ouvindo discos em vinil. Era um sonho pessoal que realizei. É muito bacana poder ouvir minha voz naquela textura. Agora, se o novo álbum vai sair em vinil, ainda não definimos. Vai depender do orçamento porque é uma mídia com custos mais caros.
Como será o segundo álbum? O que você poderia adiantar sobre as novas composições?
Vai ser bem diferente do primeiro disco, porque estamos com mais tempo e calma para trabalhar nele. O primeiro foi feito na correria e as músicas gravadas eram as que faziam parte de nosso repertório na época. As composições tinham muito de dramaturgia. Agora as canções estão mais canções mesmo. O novo disco vai ter mais unidade sonora.
Em que fase está esse novo trabalho?
A maioria das músicas já está com os arranjos prontos. Estamos trabalhando em cima de outras. Depois vamos entrar em estúdio para gravar.
Vocês têm shows marcados para Buenos Aires (Argentina) e Montevidéu (Uruguai) no fim deste mês. Será a primeira vez que tocam fora do Brasil?
Nesses dois anos já tocamos na Europa. Fizemos shows em Paris (França), Madri (Espanha), Lisboa e outras três cidades de Portugal. Em agosto vamos para Roma (Itália). A galera lá fora está acompanhando nosso trabalho.





