ENTREVISTA
O nome do espetáculo "Comício Gargalhada" remete à política. Você faz piadas
em torno do assunto?
O título tem a ver com a temática do espetáculo. Brincamos com essa história, mas meu foco é o humor. Não fico preso à questão política ou ao período eleitoral.
É um espetáculo de stand-up comedy ou você encarna personagens em cena?
Misturo as duas coisas. Faço personagens, mudo de figurinos e também conto experiências da minha vida de cara limpa.
Você começou no teatro e depois foi para a TV? Como aconteceu essa passagem?
Depois que eu me formei em teatro pela CAL (Casa de Artes Laranjeiras), no Rio de Janeiro, fiquei um ano sem saber o que fazer. Em seguida, montei um espetáculo chamado "Suburbanos", que ficou cinco em cartaz e me deu projeção. Daí recebi convites para fazer participações em programas da Rede Globo até me chamarem para fazer parte de "A Turma do Didi" em que atuei no elenco fixo durante quatro anos. No final de 2009, me convidaram para o ``Zorra Toral´´.
Você faz grande sucesso interpretando a transexual Valéria Vasques, a pedinte Adelaide e o mulherengo Admilson. O que essa fama mudou em sua carreira e em seu dia a dia profissional?
Me trouxe mais possibilidade para fazer teatro ao garantir mais público e retorno financeiro. Essa estabilidade me deu respaldo para montar minhas coisas.
Você acredita que a sua geração tem contribuído para renovar a linguagem do humor?
Acho difícil inovar na linha de humor, mas vejo muita gente bacana mostrando um bom trabalho. Percebo que existe identidade em muitos artistas novos.
Prepara algum projeto novo para 2013?
Antes de 2013, estreio a versão brasileira do musical ``Shrek´´, no Rio. Faço o personagem do burro.





