Esses shows no Paraná ainda fazem parte da turnê dos 25 anos da banda?
Estamos com essa turnê porque ela virou um grande sucesso por causa dos CD e DVD comemorativos que lançamos no início do ano. Esse trabalho é uma coletânea de nossos sucessos e traz duas músicas inéditas.
Mas vocês já gravaram um disco novo, não?
Estamos terminando de gravar. Chama-se ''Carnavelhas 3 - Bebadoriso'', cujo título é uma referência ao ''Bebadosamba'' do Paulinho da Viola. Pretendemos lançá-lo no dia 1º de dezembro.
É correto dizer que vocês promovem uma fusão de rock com marchinhas carnavalescas nessa série ''Carnavelhas''?
A ideia é resgatar as marchinhas tradicionais colocando uma guitarra em cima para dar uma modernizada. É um jeito de fazer uma trilha sonora diferenciada para o carnaval porque percebemos que as músicas - geralmente a axé - tocadas durante a festa são muito ruins. Antes, as marchinhas eram simples e bem-humoradas. Depois ficamos reféns do gosto das rádios e das gravadoras.
As letras falam de carnaval?
Nesse novo álbum prestamos uma homenagem à comédia e ao humor brasileiro citando 60 personagens nas letras, entre eles Carmen Miranda, Oscarito, Grande Otelo, Chico Anysio, Renato Aragão e programas de TV como ''Balança mas não Cai''. O disco também tem participações especiais dos guitarristas Andreas Kisser, Pepeu Gomes, Nuno Mindelis, Luis Carlini, Frejat e Clemente (dos Inocentes). Ficou interessante porque cada guitarrista impôs seu estilo, sua assinatura na faixa gravada. O plano é começar a turnê desse trabalho em janeiro.
Paralelamente às atividades da banda, você escreveu um livro. Poderia adiantar alguma coisa sobre esse projeto?
Ele será lançado na próxima segunda-feira em São Paulo. O livro chama-se ''Loucuras do Rock'' e traz 191 histórias do mundo do rock que pesquisei em pouco mais de um ano em livros, na imprensa e na internet. Uma delas narra um episódio envolvendo o Alice Cooper que, durante uma viagem de avião, acordou com uma mulher idosa morta no banco a seu lado.

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