Como está o stand-up comedy no Brasil?
Em ascensão. Foi um gênero que conquistou seu espaço numa época em que o humor estava meio estagnado depois da fase renovadora com o Casseta & Planeta e o Planeta Diário nos anos 80. Hoje em dia, tem muita gente nova aparecendo e um público crescente. Atualmente somos convidados para participar da Virada Cultural falando para 10 mil pessoas. Caiu por terra aquela ideia de que o stand-up comedy era elitista.
No ano passado, alguns expoentes do stand-up comedy no Brasil envolveram-se em polêmicas por causa de algumas piadas provocando reações conservadoras em alguns setores. O humorista, afinal de contas, pode falar de tudo?
O humor não pode ter censura. É o próprio ambiente que vai definir se a piada ultrapassou algum limite. Não tem humor do bem. Toda piada, para funcionar, tem que bater em alguém ou em alguma coisa ou situação.
A que você atribui o sucesso do site Mundo Canibal?
Às animações, aos traços, ao estilo. Quando começamos, não havia outros sites com animações adultas politicamente incorretas. Fazíamos humor ácido, sem limites. Achamos um nicho que estava aberto e continuamos. Hoje ele é um dos melhores sites de humor do Brasil, com 7 milhões de visualizações por mês.
Você está envolvido em algum novo projeto neste início de ano?
Tenho três projetos para a televisão: um para a Band, outro para o SBT e ainda outro para o Multishow. É só o que posso dizer agora. Não posso entrar em detalhes.

mockup