Você estreou na tevê em uma participação em ''Beleza Pura'', mas logo se sobressaiu com a Izabel, uma vilãzinha no horário nobre de uma trama do Manoel Carlos. Agora, vive a mocinha jovem de outra produção do horário. A que você atribui duas personagens fortes e de tanto destaque logo em seu início de carreira na tevê?
Atribuo ao (diretor de ''Viver a Vida'') Jayme Monjardim, ao Maneco e ao (diretor) Wolf Maya (risos). Eles que me convidaram. É um orgulho para mim. Eles são uma nova família. Vim de Curitiba para o Rio em 2007 para fazer a Oficina de Atores da Globo. Na sequência, estreei no teatro no Rio e fui ficando, até que me chamaram para fazer o teste para a Izabel. O que senti de mais diferente desde a estreia foi o reconhecimento do público. Muita gente vai me assistir no teatro porque me conhece da tevê. Você passa a ter uma vida pública de um dia para o outro. Mas isso não mudou meu trabalho como atriz. A batalha é a mesma, mas o reconhecimento e o carinho são ainda maiores.
Em menos de três meses no ar, sua personagem em ''Fina Estampa'' desfez um noivado, saiu da casa dos pais, se rebelou contra a mãe, engravidou e perdeu o bebê. Que referências você tem buscado para essa interpretação?
Sem dúvida, são muitos processos. Me baseio no texto mesmo. A Patrícia me trouxe referências novas para interpretá-la quando acabou o noivado com o Antenor (papel de Caio Castro). Ali acabou o ideal de vida dela, embora os dois tenham voltado mais tarde.
Que conceitos você buscou para compor a atual personagem?
Ela é muito correta. A base dela é do bem. Patrícia começou a trama muito fechada, princesa, menina e reservada. O Wolf (Maya) me pediu para passar isso no início, uma reserva de menina rica e protegida, que desconhece a vida. Mas fui procurar referências que não têm nada a ver com isso, em atrizes como a (francesa) Isabelle Adjani, que tem uma força dramática, uma verdade forte e também consegue fazer uma menina com veracidade. E também na (atriz italiana) Anna Magnani, que era muito forte em seus papéis.
Estes dois papéis consecutivos de destaque (Izabel, de ''Fina Estampa'', e agora a Patrícia) surpreenderam você?
Todo mundo tem o seu caminho. Batalhei pelo meu. Cheguei ao Rio e fiz muito teatro durante dois anos. Chegou uma hora em que aquele trabalho chamou atenção de alguém, que me chamou para um teste, que chamou a atenção do diretor, que me chamou para outro teste. Quando você ama o que faz e se dedica, se esforça, uma hora o reconhecimento vem de alguma forma. Seja uma carreira brilhante no teatro, um papel legal na tevê ou no cinema. Qualquer trabalho que seja feito com dedicação vai ser reconhecido e presenteado com alguma coisa boa. Um teatro lotado também não tem preço. Não dá para explicar o que é entrar em cena e ver um teatro cheio para lhe assistir. É lindo demais! Depois, todo mundo levanta e te aplaude. Aquilo é uma energia que não dá para descrever. De alguma forma, você é recompensado. De preferência, com mais trabalho. Comecei a plantar essa semente da atuação aos oito anos de idade.

Como foi o seu início na profissão, em Curitiba? Você chegou a fazer publicidade e não se formou. Como chegou à interpretação?
Comecei a atuar aos oito anos de idade, mas decidi seguir a profissão com 13 anos. Fui percebendo que o teatro tomava conta da minha vida. Ia para a aula na escola e o resto do meu tempo dedicava às minhas peças, produzia, atuava. Depois, decidi fazer faculdade de Publicidade. Mas parei no sétimo período. Faltava quase nada para me formar. Já tinha feito até a monografia. Mas tive de interromper o curso para me mudar para o Rio porque tinha passado na Oficina de Atores da Globo. Agora nem dá mais para voltar à faculdade. Não consegui transferência para o Rio. Nem ligo mais. Estou com muitas coisas pendentes para depois da novela, como convites no cinema e dois novos projetos no teatro.

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