ENTREVISTA
Você esteve há dois anos em Londrina. O formato do show de hoje é o mesmo daquele, com mescla de músicas e causos?
A base é a mesma, mas tem muito improviso. Conto histórias engraçadas e canto músicas minhas e de compositores como Alvarenga & Rachinho e outros. Faço muitas brincadeiras e vou alinhavando com os causos.
Você vai trazer algum material para vender ao público?
Vou levar o livro ''Histórias de Amar o Brasil'', que lancei há uns três anos e fala da minha carreira artística. É um álbum cheio de fotografias maravilhosas de várias épocas de minhas atuações como ator em novelas, peças e filmes.
O seu programa de TV está comemorando 30 anos no ar, não?
É um projeto que nasceu na Globo em 1981 e que está no sexto ano na Cultura. Lá era o ''Som Brasil'' e que, com a mudança de emissora, passou a se chamar ''Sr. Brasil''. A temática é a mesma. É um apanhado de artistas do Brasil inteiro pra falar de cultura popular.
Fazendo o programa durante tanto tempo, o que você descobriu ou constatou sobre a música brasileira?
Cheguei à conclusão de que eu estava certo ao escolher esse caminho, que é um caminho inexplorado pela televisão. Estou praticamente sozinho no mercado, o que é uma pena, porque o que enfoco ali tem material para fazer cinco programas parecidos.
Está envolvido em algum projeto para gravação de disco?
Tenho alguns projetos para sair no começo de 2012. O primeiro é um livro de causos chamado ''100 causos de Rolando Boldrin''. O segundo é um DVD com quadros do programa ''Sr. Brasil''. É meu primeiro DVD.
Você pensa em gravar um DVD de seu show?
Não. Não gostaria de ver alguém com a gravação de meu show. O show é para ser visto ao vivo, na hora em que está acontecendo. Esse meu DVD traz eu cantando sozinho seis ou sete músicas e também eu recebendo convidados como Dominguinhos, Zeca Baleiro, Papete e Yamandú Costa. São quadros do programa.
Você já falou também sobre um documentário...
O documentário está em preparação. É inspirado nesse livro que vou levar aí e vai contar os meus 53 anos de carreira artística.
Você abandonou definivamente as atividades como ator?
Não, mas o problema é que o programa me toma muito tempo. Sou apresentador, diretor e editor. De qualquer forma, não quero mais fazer novelas, apesar de receber convites da Globo. Acho que cumpri minha missão fazendo 35 novelas.





