ENTREVISTA
Os dois EPs da Loomer foram muito bem recebidos pelo público e pela crítica musical. Como foi essa recepção para vocês? Foi algo inesperado?
Stefano - Não esperávamos a recepção que tivemos. Éramos apenas um grupo de amigos que se juntou para passar o tempo, beber, conversar, e ouvir música. Fizemos uma banda para tocar uns sons que curtíamos, pois é nossa maneira de interagir. Ficamos surpresos com o resultado e a aceitação, e isso reforça nossa vontade de continuar tocando. Tivemos um bom apoio dos nossos selos Midsummer Maddness (mmrecords.com.br), Sinewave (www.sinewave.com.br) e Senhor F (www.senhorf.com.br) que nos deram uma boa ajuda na divulgação do nosso trabalho.
Liege - Para mim foi surpreendente. Há pouco tempo havia uma forte resistência a letras em inglês e guitarras deveras barulhentas. Gravamos ambos os EPs de forma totalmente independente, e ficamos surpresos com a ótima receptividade, no Brasil e até mesmo em outros países, onde temos visto resenhas e usando felizes o Google tradutor para descobrir do que se trata. Acho que conseguimos resgatar uma boa parte das pessoas, que assim como nós, estavam saudosas dos anos 1990!
Percebemos na sonoridade da banda uma forte influência 'shoegaze', assim como de outros estilos musicais de 1980-1990. Como é o processo de composição das músicas na banda? Existe um gosto homogêneo ou cada integrante traz suas próprias influências?
Stefano - Temos muitas influências, mas a gente se esforça em não cair em um rótulo apenas, para não soarmos repetitivos. Afinal, acreditamos que a criatividade e originalidade são qualidades que valorizamos nas bandas que escutamos. No processo de composição, geralmente alguém traz uma idéia inicial, que seja um riff, uma base, batida, barulho ou linha melódica, depois ficamos ''viajando'' em cima. Gostamos muito da forma como cada um contribui, colocando ali suas influências e personalidade em cada parte da música. Acho que isso ajuda a banda a ter sua cara própria.
Liege - Cada um de nós traz suas influências que por si acabam compondo o que é o Loomer. Temos gostos variados, bem variados. Mas achamos uma linha em comum que realmente se encaixa nessa linha shoegazer, noiser em geral, todos nós curtimos bandas como Sonic Youth, My Bloody Valentine, Dinosaur Jr, Slowdive, Swervedriver, etc. O processo de composição é basicamente por meio de jams em estúdio. As vezes, bem demoradas! Geralmente alguém chega com uma ideia de riff e a gente fica trabalhando em cima, testando cada barulhinho, cada batida, brincando com a dinâmica.
Quais os planos para o futuro do grupo? Existe a possibilidade da gravação de um novo disco no próximo ano?
Stefano - Tínhamos a idéia de lançar um disco esse ano ainda, mas provavelmente ficará para o ano que vem. Agora estamos compondo novas músicas, e daqui a pouco começaremos a gravá-las, tudo de forma independente. Também estamos conversando sobre como será a divulgação do mesmo. Sobre shows, estamos sempre aberto a eles, mas neste momento estamos nos concentrando na gravação.
Liege - Estamos trabalhando já no nosso primeiro disco full, que deve conter em torno de 12 músicas. Estamos começando a gravar algumas músicas inéditas e se tudo der certo, deve sair sim, no primeiro semestre de 2012. Os planos incluem seguir na estrada também. Desde 2009 já rodamos todo o RS, passamos por SC, RJ, SP 3 vezes, e agora vamos pela segunda vez ao Paraná. A primeira vez que tocamos aí foi sensacional, no Grito Rock Maringá em 2010.





