Como surgiu a ideia de pintar as paisagens arquitetônicas das cidades?
São Paulo, New York, Paris, Londres, Londrina! Tudo começou com a minha paixão por São Paulo e pela arquitetura urbana de modo geral, após retratar São Paulo, New York foi uma sequência quase que natural por se tratar de uma arquitetura urbana bem diferente da nossa, pela altura dos aranha-céus e depois vieram as cidades do mundo. Uma coisa que acho muito legal ressaltar é que as telas que mostram as cidades atualmente, as imagens, são todas de fotos que eu mesmo tirei, nas minhas visitas a esses locais.
Qual é a sua técnica de trabalho e como é seu processo de criação?
Trabalho com tinta acrílica e às vezes com técnica mista (colagem, pastel, etc). Eu pinto desde os 9 anos de idade, sou autodidata, comecei minha pesquisa na arquitetura da Grécia e Roma antiga até chegar na arquitetura atual. Todo o processo de criação vem dessa pesquisa e das fotos que fiz por onde passei. Gosto de sentir o clima e ver como é, depois fica fácil.
Além das telas, você trabalha em cima de outros suportes. Como é isso?
Um dos trabalhos que apresento pela primeira vez é uma série intitulada ''Maçãs'', realizada em parcecia com meu amigo e escultor Israel Macedo, um cara brilhante. Nessa obra, eu pintei sobre sua escultura e assinamos juntos. Já desenvolvi muitos trabalhos com intervenção in design. Fiz a Cowparade, Heartparade e acabei de pintar o Rinovando São Paulo, um rinoceronte em tamanho natural da Rinomania que estará nas ruas de São Paulo a partir de outubro.
Muita gente já viu suas pinturas sobre São Paulo e Nova York?
A primeira vez que mostrei esse trabalho oficialmente foi em uma exposição em São Paulo há uns 6 anos. Depois recebi alguns convites e viajei pelo mundo - New York, Miami, Londres, França, Itália e agora em outubro estarei levando para a Alemanha.
O público tem sido receptivo?
Infelizmente a arte nem sempre é acessível de um modo geral. Crio minhas obras e tento desmistificar isso. Minha obra é de fácil interpretação e identificação imediata, seja pela história que conta (quando retrato o passado) seja por se tratar de cidades do mundo que todo mundo já ouviu falar, viu ou gostaria de conhecer (nas telas que mostram paisagens contemporâneas).

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