Entrevista
O que a motivou escrever ''Domingo, o jogo''?
A importância que percebo haver nos quatro elementos que utilizei para compor o livro: a família, os jogos humanos, o domingo e os almoços familiares em torno dos quais nos reunimos. É no seio da família que encontramos a estrutura básica para o nosso sucesso ou fracasso. Nessa convivência, desenvolvemos uma identidade única sendo influenciados tanto pelas alegrias, como pelos problemas, diferenças, dificuldades. São marcas que levamos na formação da personalidade, no processo pessoal de tomada de decisões, na nossa forma de enxergar e nos relacionarmos com o mundo. Já os jogos sempre foram e serão parte de nossas vidas. Basta observar o sucesso de programas populares, como os realities shows, por exemplo! Quanto ao domingo é o dia associado ao encontro com nós mesmos, aos almoços em família. E é lá que o jogo acontece.
Trata-se realmente de um jogo?
Antes de tudo é um livro. Para ser lido, pensado e relido. O formato e a linguagem de um jogo é uma tática para despertar o interesse das mentes treinadas a competir incessantemente, atingir metas e buscar resultados. Isso soa familiar? Na maioria das profissões essas noções são prática cotidiana. Os videogames estão repletos destes conceitos, acrescidos de outros elementos: criatividade na busca de novas alternativas, observação para enxergar elementos presentes e não percebidos, inovação para ir além do senso comum e vislumbrar a realidade sob um enfoque diferente. As variantes da globalização, dos novos modelos familiares e da educação, os pilares políticos e sociais contemporâneos, recheiam as entrelinhas das situações simples de todos os dias. Esta é a linguagem do livro. Esse é o jogo que se tem para viver.
Por que escolheu o domingo como ponto de partida?
O domingo é o dia mundial do tempo livre, de se ter liberdade para fazer escolhas. Da hora de acordar ao sapato que escolhemos usar, das pessoas com quem compartilhamos o nosso tempo, procuramos viver o domingo ao nosso gosto. Mas e o nosso comportamento diante dos encontros familiares, do nosso desejo de sermos equilibrados, felizes e completos? Tudo depende da perspectiva que adotamos, pois o domingo é também um ponto de convergência a partir do qual podemos redesenhar os desfechos. Se eu resumisse o livro numa frase, ela seria: pode ser diferente.
Você atuou por muitos anos em grandes empresas. Que experiências profissionais e pessoais você trouxe para elaborar o livro?
Desde o tratamento que recebi nas entrevistas de estágio, passando pela convivência com os colegas de profissão, até a liderança exercida e recebida. Foi um tempo de conflito entre filhos e projetos, ganhos emocionais e financeiros. O personagem principal sempre foi o ser humano. O objetivo maior, o sucesso. No final, todos querem ser bem-sucedidos, olhar para suas vidas e gostar do que vêm.
Seu livro posiciona o leitor como o principal jogador. Que tipo de ganhos ele pode esperar ao final da leitura?
Lucidez. Um mundo maior quando olhar ao seu redor. Coerência entre seus valores e a vida que vive. Energia para se reposicionar no jogo e experimentar outras estratégias para novas escolhas. O resgate da liberdade de ser o que se é. Abordagens diferentes para encarar sua família, suas crenças, sua trajetória. Meu objetivo é levar o leitor a dar tempo e atenção aos seus sonhos. E sorrir.





