ENTREVISTA
Diretamente da Austrália para terras brasileiras, o guitarrista e compositor Jarrah Thompson aterrisa novamente em Londrina neste fim de semana, trazendo na bagagem músicas próprias que fazem uma fusão de jazz, blues e folk music. Em entrevista exclusiva para a FOLHA, o músico fala sobre o novo disco, as suas influências musicais e a relação da banda com o Brasil.
FOLHA - Como compositor, a sua ideia sempre foi a de combinar o peso das guitarras com os solos de flauta?
Jarrah Thompson - A flauta sempre exerceu um papel na minha música e é parte integral do som ao vivo. Eu comecei a ter essa ideia quando fui até um show africano em Melbourne e vi esse grande tocador de flauta, chamado Dan Richardson. Foi nessa época que nós começamos a ser comparados com o Jethro Tull por causa da pegada blues/rock e os sons de flauta. Eu fui muito feliz de encontrar Asha Henfry ano passado, que é a flautista do álbum ''Rio Claro''.
O primeiro álbum do grupo - ''Stargazer'' - é claramente influenciado pelo rock and roll clássico, com algumas pitadas de rock progressivo. Quais são as maiores influências da banda?
J.T. - As maiores influências incluem Joe Walsh, John Lennon e Tim Buckley. Eu sempre procurei ter variedade em minhas composições. O ''White Album'', dos Beatles, foi uma gigantesca contribuição para o meu entendimento musical, com gêneros e sons indo em todas as direções.
A banda Jarrah Thompson está começando sua segunda turnê pelo Brasil, lançando o álbum ''Rio Claro''. Qual é o relacionamento da banda com o país e com a cidade paulista?
J.T - A relação da banda com o Brasil é realmente espetacular e, enquanto estamos no Brasil, ficamos sempre em Rio Claro - cidade no interior paulista - durante os dias de descanso. Nós queríamos que o nome do novo álbum fosse um tributo ao país, para ser lembrado sempre como ''o nosso disco feito no Brasil''. O significado do nome da cidade, Rio Claro (Clean River), também serve para lembrar um processo onde tudo é limpo e positivo.
O que o público pode esperar do novo álbum?
J.T. - 12 novas músicas, com influências blues/rock e folk. Um disco mais pessoal que o ''Stargazer''. Ele foi gravado com todos os integrantes no mesmo quarto, isso faz ele soar mais 'cru', com sensação de ser uma apresentação ao vivo. (R.C.)





