ENTREVISTA
Folha de Londrina: Como é seu set? Você toca house, house e house?
DJ Arjonas: Acredito que 80% do que toco seja house progressivo.
Também tem remixes de música brasileira?
Tem um pouco. Comecei minha carreira de DJ e produtor tocando remixes de músicas de Djavan, Alcione. Fiz sucesso com um remix da faixa ''Cabelo Raspadinho'', do Chiclete com Banana, que tocou no Brasil inteiro e que produzi a convite de um amigo, o Edu Casanova. Mas isso foi há nove ou dez anos, durante um carnaval. Na verdade, esse não é meu foco. Meu foco são minhas produções autorais.
Consta que batidas de rock também temperam suas discotecagens.
Eu sou roqueiro. Toquei na banda de heavy metal Symbols, com a qual fiz show no Brasil inteiro e no Japão. Minha essência é rock'n'roll e eu a levo para dentro da música eletrônica.
O que dá mais prazer: a produção ou a discotecagem?
As duas coisas. Uma completa a outra. Gosto de produzir, mas não vejo graça em ficar entre quatro paredes sem ter um feedback do público. Gosto de ver a galera vibrar na pista quando toco minhas próprias músicas.
Como você vê a profissão de DJ hoje no Brasil? Ela está mais valorizada em comparação à época em que você começou? Não há atualmente uma invasão de celebridades no segmento?
Há aventureiros e oportunistas em toda profissão. As pessoas acham que é simples bombar uma pista, que é só apertar o play sem precisar de feeling e técnica. O problema é que quanto mais dão importância para a figura do DJ, menos importante fica o DJ.





