Como é o show? Você vem com banda ou se apresenta szinho com o violão?

Como no disco ''Canções de Amor'', sou eu e a Madalena Salles revezando nos instrumentos. Às vezes eu toco violão e ela flauta, outras vezes ela vai ao teclado, e em alguns momentos formamos um ''quarteto'' interagindo com nós mesmos projetados num telão. É uma variação grande dentro do espetáculo.

O repertório do show é o material do novo disco?

Canto músicas do novo disco e canções mais antigas. É um passeio por tudo porque estou lançando muitos projetos este ano. Além do disco, tem o filme e a série de programas para o Canal Brasil.

''Léo e Bia'' foi aclamado no festival de cinema de Recife (PE) recebendo prêmios nas categorias de trilha sonora e melhor atriz (Paloma Duarte). Que expectativa você tinha para essa estreia?

Eu sabia que o filme trazia uma estética esquisita, estranha. Sempre fui apaixonado por cinema. Ao realizar o filme, queria fazer com que a câmera fosse um dos personagens, que ela tivesse a perspectiva de um dos jovens protagonistas. Acho que consegui colocar essa ideia em prática. Fiquei até tonto com os elogios, a empolgação dos espectadores e a recepção positiva da crítica.

A trilha sonora do filme conta com Ney Matogrosso, Zélia Duncan, Zé Ramalho, Sandra de Sá e Paulinho Moska. Mas o que chama a atenção é a presença da atriz Glória Pires. Como foi a participação dela na gravação?

Na verdade, a Glória gravou outras duas músicas anteriormente comigo. Ela não tem saco para levar uma carreira musical, mas canta muito bem.

Do que se trata a série de programas que você produziu para o Canal Brasil?

A série vai se chamar ''Na Trilha de Macunaíma'' e está prevista para estrear dia 28 de setembro. Consiste de vários quadros que irão focalizar o Brasil como um país abençoado por ser tão misturado. É uma produção caótica, no bom sentido, e vai reunir música, dança, humor e emoção.

Você ficou bastante conhecido ao participar de festivais de música popular brasileira no início da década de 80. Você acha possível retomar aquele tipo de evento?

Naquela época a música ocupava um lugar de centro das atenções na televisão. Hoje ela serve de trilha para novela, filme e comercial. Não é mais o foco das emissoras. Para voltar, os festivais teriam que ter um outro formato. Aquele modelo antigo está ultrapassado.

E como você, como cantor e compositor, está sentindo a crise da indústria fonográfica?

Os novos tempos de revolução tecnológica e mudanças na indústria fonográfica serão maravilhosos para os artistas. Meu novo disco, por exemplo, está sendo lançado apenas por uma loja virtual, a Toca da Música. A Internet abriu muitas possibilidades permitindo que a gente seja tudo: o jornal, a loja, o selo, tudo. Isso está gerando um tipo mais democrático de informação.







Serviço

- Em Londrina
Quando - Hoje, 21h
Onde - Teatro Marista (Rua Cristiano Machado, 241)
Quanto - R$ 60 (inteira), R$ 40 (cupom Folha) e R$ 30 (meia para estudante)
Informações - (43) 3374-3500


- Em Maringá
Quando - Amanhã, 21h
Onde - Teatro Marista (Rua Itororó, 99)
Informações - (44) 3220-4040



- Em Cascavel
Quando - Sábado, 21h
Onde - Teatro Emir Sfair
Informações - (45) 3225-3983


- Em Toledo
Quando - Domingo, 20h
Onde - Teatro Municipal
Informações - (45) 3528-1822


- Em Ponta Grossa
Quando - dia 20 de agosto, 21h
Onde - Cine Teatro Opera
Informações - (42) 3901-1605

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