O show vai ser uma retrospectiva de hits da banda?
Estivemos em Londrina no ano passado, mas na ocasião fizemos um show num galpão com outras bandas. Desta vez, vamos levar um show maior com uma estrutura grande. A gente vai tocar músicas do primeiro álbum, como ''Pela Última Vez'' e ''Razões e Emoções'', e músicas do ''Agora'' incluindo o novo single ''Cartas pra Você''. Vamos também fazer algumas brincadeiras tocando covers que a gente gosta. Estamos muito empolgados, porque recebemos muitos e-mails de fãs da região.

Covers de quem? Pode falar ou é surpresa para o público?
A gente costuma tocar covers no meio das músicas. Já tocamos Marcelo D2, Linkin Park e até Bezerra da Silva.

O estilo de som da banda já foi chamado de 'emo'. Isso incomodou vocês?
Quando começamos a aparecer com destaque, ninguém sabia onde a gente entrava. Como o pessoal é louco para enquadrar, usaram esse rótulo. O problema é que ''emo'' ficou uma coisa banal, não tem mais nada a ver com música. Virou estilo de roupa, jeito de se vestir, sei lá, virou outra coisa. E hoje em dia, nem dá para dizer que o público que acompanha a banda segue esse comportamento. Quem for ao nosso show, vai perceber que tem gente de todos os tipos e faixas etárias.

Os fãs da banda, aliás, são um caso à parte. Dizem que o assédio é muito grande. Vocês já passaram apuros por causa da garotada?
A gente procura sempre trocar idéias com a galera. Tem muita gente que viaja o Brasil inteiro para assistir aos shows da banda. Se um dia estamos em Salvador (BA) e outro dia em Porto Alegre (RS), tem o pessoal dos fã-clubes que vai para uma cidade e para a outra. É louco. Alguns dormem na calçada em frente ao hotel. E tem as meninas que têm tatuagens com o nome da banda no pescoço, no dedo. Outro dia, vi uma menina com a minha cara estampada no braço. Fiquei até com medo.

Quantos shows vocês têm feito por mês?
Uma média de 13 a 15 shows mensais.

A banda tem planos de fazer turnês no exterior?
É um sonho da banda. Mas a crise não está ajudando. Vamos ver se as coisas melhoram mais pra metade do ano. Pretendemos, inclusive, gravar músicas em espanhol e talvez em inglês para conquistar platéias de outros países. Descobrimos recentemente que temos fã-clubes no Chile, na Argentina e no México.

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