ENTREVISTA - TONINHO FERRAGUTTI
Como é o show? Qual é o repertório da apresentação?
Vamos mostrar composições escritas para o acordeon. Uma delas é a suíte ''Retratos'', do Radamés Gnatalli.
Como foi a ideia de formar o duo?
A iniciativa foi da curadora da mostra ''Reflexos'', que reuniu duos instrumentais no começo deste ano no Rio de Janeiro. Ela fez o convite a mim e ao Kramer separadamente por ver alguma semelhança de estilo. Nunca havia tocado com ele, embora já o conhecesse. Temos formações parecidas e similaridades na maneira de tocar. O encontro deu certo, tanto que gravamos um CD, que estamos lançando agora pelo selo Borandá (SP).
O CD tem o mesmo repertório do show?
Tem algumas coisas. É totalmente autoral, só tem composições nossas. É um CD diferente, difícil de encontrar no Brasil porque é só de acordeon. Não tem outro instrumento, não tem violão ou percussão acompanhado. Tem muita improvisação, muitos códigos de música erudita.
Vocês têm tocado em cidades do interior onde não são comuns concertos de música instrumental. Como tem sido a recepção do público?
Como se trata de um show acústico, não amplificado, é um tipo de apresentação em que não é a gente que vai ao público, mas o público que tem que vir ao concerto. É um outro tipo de relação. A gente se comunica sem microfone. Daí que temos que pedir para as pessoas desligarem o celular, não conversarem durante a apresentação. Não é toda platéia que está habituada com música erudita de concerto. O interessante é que estamos levando música instrumental para pessoas que normalmente não tem acesso a ela. Estamos plantando sementes. Começamos a turnê no dia 31 de agosto. Ao todo, serão 54 shows pelas regiões Sul e Sudeste. No próximo ano faremos o Norte e o Nordeste.





