A classe política brasileira sempre foi uma inesgotável fonte para criações na área de humor. Se você morasse no Canadá ou na Suécia, acredita que morreria de fome por falta de assunto?
Pelo contrário, acho que jantaria bem melhor, sem falar nos acompanhamentos...

Com tantos anos de experiência trabalhando em jornais e revistas, que avaliação voce faz da imprensa brasileira hoje? Quais mudanças positivas ou negativas voce destacaria?
Antigamente era pior, depois piorou...

E como vai o humor nacional como gênero de entretenimento? Você frequenta espetáculos de stand-up comedy ou comédias de improvisos coletivos que estão em moda no Brasil?
Estou dando tratos à bola para elaborar uma árvore genealógica do humor nacional, se não conseguir, pelo menos uma árvore ginecológica indicando quem come quem nesse matagal...

Você acompanha a produção da nova geração de cartunistas? Destacaria algum nome?
Essa produção é inesgotável. Uma geração sucede a outra. Assim como a minha sucedeu à turma do Pasquim, veio a geração de Angeli, Glauco, Spacca... Já a novíssima geração nem está mais no impresso. Eles postam no Twitter, nos blogs.

Você compõe e toca piano no Conjunto Nacional, banda que formou com seu irmão e que conta com participações eventuais de Aroeira e Luis Fernando Veríssimo. Fale um pouco sobre esse projeto musical.
É uma forma de levar o humor para outras linguagens. Fazemos shows esporádicos. No mês passado tocamos em Portugal e em agosto temos agendado um show na Jornada Literária de Passo Fundo (RS). Estamos com uma música nova intitulada ''O rap do Khadafi''.

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