ENTREVISTA - Novos rumos à vista
PUBLICAÇÃO
sábado, 20 de dezembro de 2003
Daniela Valente<br> TV Press 
Não é a primeira vez que a atriz Andréa Beltrão faz um par romântico com o ator Eduardo Moscovis. Em 1994, eles contracenaram na minissérie global ''Madona de Cedro''. Já na noite de 23 de dezembro, logo após o ''Casseta & Planeta Urgente!'', estarão interpretando um casal apaixonado na sitcom ''Carol & Bernardo'' especial de fim de ano que pode ser aprovado e virar um novo seriado na grade de 2004 da Globo. ''Trabalhar com o Edu é muito divertido'', comemora.
Sem ter se programado para se tornar artista, muito menos uma atriz marcada por papéis de humor, Andréa acha interessante ser levada pelas surpresas da vida, pelo inesperado. ''Se você se programa muito, tenta controlar o incontrolável, vira piração'', explica. Com muitos personagens bem-humorados no currículo, Andréa considera a Marilda, do remake ''A Grande Família'', a sua preferida. ''Marilda é minha musa. Adoro representá-la'', derrama-se.
O que o público pode esperar de ''Carol & Bernardo''?
''Carol & Bernardo'' fala de um casal apaixonado que está junto há um ano. Eles mostram que apesar da mulher no caso, a Carol ser a provedora da casa, a relação pode dar certo. Ela é uma advogada bem-sucedida e o Bernardo, um músico que está desempregado. A relação deles é muito romântica, engraçada e leve. O episódio ''Nosso Dia'' mostra as confusões em que o casal se mete para marcar uma data de comemoração de um ano de seu casamento. No dia em que o marido fica em casa preparando um jantar, ela é promovida no trabalho e seus colegas se convidam para sua casa.
Em quem você se inspirou para compor a Carol, de ''Carol & Bernardo'', e a Marilda, de ''A Grande Família''?
Para interpretar a Carol, assisti todos os filmes de Woody Allen. Dei uma atenção especial aos que a atriz Diane Keaton aparece. Ela é uma deusa, tem muita personalidade e charme. Se eu conseguir chegar perto do que ela é, já estou satisfeita. Quanto à Marilda, ela é parecidíssima comigo. Me inspirei em mim mesma, mas me preocupo em não misturar a Andréa com as personagens, busco o contrário. Imagino, tento e me esforço para não repetir características. Procuro saber quem sou e identificar a pessoa que vou interpretar, mas isso é bem complicado.
Você acredita no tema de ''Carol & Bernardo'', que diz que o amor é indestrutível?
Acredito sim. Têm casais que passam por brigas, crises, idas e vindas, mas não conseguem se separar. Em alguns casos, o amor é eterno. O bom humor e o jogo de cintura são dicas de uma receita que costuma não falhar. Na minha vida pessoal tem dado certo, mas se alguém souber de alguma outra, estou aceitando sugestões... (risos)
Quais são os seus projetos para 2004?
Tudo indica que ''Carol & Bernardo'' vai entrar na grade de 2004. Não gostaria de deixar de interpretar a Carol, pois penso que vai ser muito gostoso de fazer. Também não quero sair de ''A Grande Família'', até porque não sou fixa e gravo pouco. Com isso, pretendo me manter no remake e na sitcom. Vou tentar me dividir entre as duas produções televisivas, três filhos, marido, casa, mãe e amigos. Talvez eu esteja retomando a peça ''Como Eu Aprendi a Dirigir um Carro'', que está em cartaz até amanhã no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro. Acho que já é o suficiente.
Como você faz para dar conta de tudo isso?
Sempre acho que estou devendo alguma coisa à minha família ou ao trabalho. Me cobro muito. Não tenho tempo de almoçar em família com frequência, mas às vezes isso é possível nos finais de semana. Meu horário é um, e de meus familiares, outro. Mas tenho um momento sagrado com os meus filhos que é ir todos os dias da semana, às sete horas da manhã, nadar no Clube de Regatas do Flamengo. Apesar de que, hoje em dia, não estou nem podendo fazer isso religiosamente. Tenho chegado cedo no Projac para gravar e depois vou direto para o teatro. Minha mãe é quem me ajuda a segurar as pontas.


