O ano de 2008 foi de movimentação na Band. Houve contratações de peso, de nomes como Boris Casoy, Daniella Cicarelli e Adriane Galisteu, mas também a dispensa de 200 funcionários, com o fim do núcleo de teledramaturgia neste mês. Para 2009, as apostas são nas áreas de entretenimento e esportes. Novelas não estão nos planos da emissora. ''Temos planos de dramaturgia, mas com formatos diferenciados, como comédias e minisséries'', afirma Elisabetta Zenatti, diretora artística e de programação da emissora. Ela diz ainda que os profissionais dispensados tinham contrato por obra, que terminou com o fim das gravações da novela.
A mudança de rumo na dramaturgia tem um motivo: a novela Água na Boca, que sucedeu ''Dance Dance Dance'', trama que teve média geral de três pontos, não passou dos dois pontos no Ibope, apesar do grande investimento da emissora.
Mesmo com a crise na novela, Elisabetta prefere apontar o que deu certo. ''Considero acertos o Jogo Aberto, as transmissões de futebol e da Olimpíada, o Datena, que tem a melhor audiência da emissora, com média de 7,3 pontos, e a cobertura das eleições, além das contratações de Boris Casoy, Daniella Cicarelli e Adriane Galisteu.
Com Cicarelli fora do ar por não ter dado a audiência esperada, Galisteu surge como a nova apresentadora da emissora. Ela assinou contrato há uma semana e passa a ser funcionária da Band em 1º de dezembro. ''Consegui encerrar a novela mexicana com o SBT. Assinei contrato de dois anos para ter um programa noturno de auditório, semanal e ao vivo. Vamos pensar no formato no mês que vem'', afirma. Sobre as outras apresentadoras da Band, Galisteu diz não haver espaço para rivalidade: ''Cada uma tem seu caminho''.
O vice-presidente da Band, Marcelo Meira, diz ainda que haverá investimentos no esporte, setor que demitiu neste mês Silvio Luiz e Guilherme Arruda. ''Estão nos planos a compra das transmissões do campeonato carioca, da Fórmula Indy e de novos campeonatos internacionais de futebol.''
A emissora também dará mais espaço para o humor. Em dezembro, entra no ar ''Uma Escolinha Muito Louca'', que está em gravação desde outubro.
O humorístico ''CQC'' virou o queridinho da emissora. ''Tinha certeza de que ele iria crescer. É um tipo de programa que demora para ser descoberto, mas, depois, os telespectadores não largam mais'', diz Elisabetta, que promete o mesmo elenco para 2009. ''No próximo ano, estaremos na etapa de consolidação. O desafio é segurar o programa lá em cima. O CQC foi a grande novidade da TV brasileira, com um tipo de jornalismo que ainda não havia sido exercitado'', diz Marcelo Tas.
Principal âncora da Band, Boris Casoy confessa ser fã da atração, que considera ''um humorístico que se utiliza das fórmulas do jornalismo''. ''É um programa que pegou. As pessoas dão risada na própria Band'', diz ele, afirmando estar em lua-de-mel com a emissora. ''Em 2009, continuo no ''Jornal da Noite''.

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