Qualquer pirralho que assiste desenhos na TV, ou torra a mesada em bancas de revistas, é capaz de tagarelar horas sobre Yo-Gi-Oh!, Dragon Ball Z, Pokémon, Cavaleiros do Zodíaco, Sakura Card Captors, Samurai X, Sailor Moon e outros heróis dos quadrinhos e desenhos animados japoneses.
Mania mundial, o mangá conquistou uma legião de leitores londrinenses de uns anos para cá, a ponto de a cidade contar com uma loja especializada no gênero a K2 Mangá Point (Rua Santos, 1112). Neste mês de junho, a Gibiteca Municipal vai celebrar a febre dando continuidade ao projeto de abordar um tema mensalmente na casa.
Uma série de atividades irá resgatar a história, as características e a presença do quadrinho japonês no Brasil e no mundo. A programação foi montada pela Organização Não-Governamental (ONG) Flápt! Amigos da Gibiteca em parceria com a Secretaria de Cultura e a Biblioteca Municipal.
Estão previstas oficinas gratuitas, além de exposições de desenhos, quadrinhos e textos dedicados ao gênero. As oficinas serão ministradas aos domingos nos dias 8, 15 e 22, das 15h às 17h. Segundo o professor Jeffrey Haiduk, responsável pelos workshops, os mangás e animes suplantaram os comics (revistas em quadrinhos norte-americanas) na preferência da molecada.
''Os super-heróis da Marvel ou da DC continuam exercendo fascínio, mas a fórmula de seus roteiros se esgotou'' explica ele. ''O Batman está no mercado há 50 anos, os X-Men estão aí há 30 anos, não há mais como explorar seus poderes. No mangá, as sagas têm começo, meio e fim como uma novela. Além disso, trazem temas variados que exploram situações do dia-a-dia comuns a todo mundo, levando os leitores a se identificar com os personagens e as histórias''.
Os interessados em se inscrever nas oficinas devem providenciar lápis, borracha e sulfite para as aulas. A Gibiteca fica na Rua Júlio Estrela Moreira, às margens do Lago Igapó I, e pode ser visitada de segunda a sábado, das 13h às 18h. As escolas podem agendar visitas antecipadamente pelo telefone 3342-7007.

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