Milton Dória/Arquivo FolhaA primeira praia é a mais agitada, com muitos banhistas, pousadas e bares.Se você já ouviu dizer que sol baiano é irresistível, acredite. Cores, aromas e sabores se misturam no ar dando um toque especial ao verão. Em Morro de São Paulo, um pequeno povoado da ilha de Tinharé, litoral sul da Bahia, o turista pode aliar horas de extremo sossego nas areias branquinhas das praias com o ecoturismo.
Caminhar por trilhas de mata nativa, deliciando-se com frutas típicas colhidas na hora; mergulhar em piscinas naturais ou no mar de um azul puro, nadar ou, ainda, subir até as ruínas da fortaleza e ver os golfinhos são algumas das encantadoras opções de lazer que te esperam por lá. Ah! Sem contar os românticos luaus embalados pela magia da noite.
Um barco leva os turistas a partir de Valença (256 quilômetros ao sul de Salvador). O visitante se surpreende logo na chegada. Um mar de água transparente, areias limpas e cercadas por coqueiros é a primeira impressão que se tem. A cidade de Tinharé compreende quatro povoados: Galeão, Gamboa, Guarapuá e Morro de São Paulo.
Pôr-do-sol Conforme contam os antigos, o nome Morro de São Paulo surgiu em 1535, quando três navios de bandeira espanhola aportaram na ilha. O proprietário das embarcações Francisco Homero, seria devoto de São Paulo, por isso a terra, povoada por tribos tupiniquim e aimoré, foi assim batizada.
Os ataques frequentes de piratas franceses e holandeses resultou na construção de um forte, em 1628. O que restou dessa fortaleza, hoje transformou-se em grande atrativo para os turistas. O lugar também proporciona um magnífico pôr-do-sol.
Bem pertinho dali fica o farol, erguido em 1855. Fazendo um passeio pelo que sobrou destas construções pode-se ver canhões e instalações da época da escravidão. Passando pelo cemitério, por exemplo, chega- se às ruínas de uma capela, de um depósito de munição e de um posto de telégrafo e rádio, que funcionou na Segunda Guerra Mundial.
Assim como a beleza do Morro de São Paulo, as praias também receberam nomes singulares: Primeira, Segunda, Terceira e Quarta. Se o roteiro tiver início na Primeira, o turista será agraciado com uma sucessão de lugares de incrível beleza. A primeira praia é a mais agitada, com muitos banhistas, pousadas e bares. A última é a mais extensa e fantástica. O luxo das casas segue a mesma regra. Quanto mais longe do centro, mais simples são as residências.
Piscinas naturias Cardumes multicoloridos de peixes de todo o tipo podem ser vistos sem qualquer sacrifício ou equipamentos. E, o que não faltam são piscinas naturais com águas mornas. Os habitantes de lá perpetuam as técnicas da pesca e mergulho praticadas pelos antepassados. Como em diversas partes do litoral baiano, é comum encontrar moradores que deixaram terras distantes para ali instalar-se. São americanos, alemães, franceses e italianos, entre outros.
A descontração é total, bem como a prática do topless. O número de visitantes chega a triplicar no verão. Quem não quiser curtir os famosos luaus, pode optar por uma volta pelo centrinho. Livre dos carros, proibidos de entrar em Tinharé, as estreitas ruas ficam tomadas pelos visitantes. Mas a alegria é geral, e não há tempo para sentir falta do volante. A galera costuma se reunir na Rua da Prainha e se você for para lá sozinho, dificilmente voltará sem fazer muitos amigos, não necessariamente baianos.
A badalação noturna só tira mesmo o sossego de quem viajou com a pretensão de descansar. Neste caso, deve-se optar por hotéis ou pousadas mais distantes do centro. A dica é procurar estalagens que dão vista para o mar.

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