Entrega plena
Amora garante que seu processo mais longo é o de pré-produção. A diretora passa um bom tempo junto com os autores e, depois que sente que entendeu profundamente a história que deve ser contada, se volta para os atores.
Em "Joia Rara", por exemplo, ela se trancou em uma casa e dividiu o elenco em núcleos. "Quero que as pessoas venham estudadas. Mas, na hora 'H', espero que joguem tudo fora para criarmos juntos. Acredito que a energia da criação só é viva se for feita em conjunto", filosofa.
Além disso, Amora fez um trabalho especial com José de Abreu, Nathalia Dill e Carmo Dalla Vecchia em sua própria casa, já que o trio interpreta os vilões da trama. "Isso foi importante para marcar bem a função e motivação de cada personagem ali", explica.
A diretora garante que não costuma encontrar resistência dos atores em seu processo criativo. Mas, confessa, já deixou alguns preocupados em outros trabalhos. Em "Avenida Brasil", por exemplo, seu cuidado em unificar o núcleo da família do jogador Tufão, vivido por Murilo Benício, era tão forte que alguns profissionais demonstraram certo receio. "Como eu fiz uma coisa bem radical com eles, na primeira semana houve uma empolgação com a proposta, mas também um medo. Então, garanti que eu tinha um acordo com o autor e que, se não desse certo, regravaríamos. Primeira semana de estúdio é para experimentar mesmo. Deu no que deu", orgulha-se. (M.M.)





