Entre os signos de 68
Entre os signos de 68
O jornalista Zuenir Ventura participa dos debates sobre maio de 68 em Curitiba
Elisa Marilia Carneiro
Há 30 anos o livro 1968 - o ano que não terminou: a aventura de uma geração, do jornalista Zuenir Ventura, é leitura obrigatória para estudantes de todas as áreas. Hoje o autor está em Curitiba participando dos debates Desejos de Transformação - 30 anos de maio de 68, promovidos pela Secretaria de Estado da Cultura.
O debate de hoje, no auditório Brasílio Itiberê, tem como tema As Falas e as idéias de 68, com a participação também do professor Theodoro de Barros, do Departamento de Comunicação Social da Universidade Federal Fluminense. A mediação fica a cargo do jornalista Luiz Geraldo Mazza.
Segundo trecho do livro de Zuenir Ventura, a conta nunca foi feita, mas é provável que os estudantes inscritos nas escolas e faculdades brasileiras de 66 a 68 tenham passsado mais tempo na rua do que nas salas de aula.
Somado o tempo gasto nas assembléias com as horas despendidas nas passeatas, os estudantes daquela época devem ter tido pouca disponibilidade de estudar. A direita se deliciava: Por que eles não se preocupam com os estudos?
Os que viveram intensamente aqueles tempos guardam a impressão de que não faziam outra coisa: mais do que fazer amor, mais do que trabalhar, mais do que ler, fazia-se política. A moda era politizar - do sexo às orações, passando pela própria moda, que, durante pelo menos uma estação de 68, foi militar: as roupas mimetizaram a cor e o corte das fardas e as túnicas dos guerrilheiros.
Complementando a programação de hoje, haverá uma conversa com atores sociais do movimento de maio de 68 no Paraná e o lançamento do livro Memórias torturadas (e alegres) de um preso político, de Ildeu Manso Vieira. Haverá ainda a participação da jornalista e ambientalista Teresa Urban, e do também jornalista Milton Ivan Heller, autor da obra Resistência Democrática: a repressão no Paraná.
As Falas e as Idéias de 68. Dia 07 de maio, às 20 horas, no auditório Brasílio Itiberê da Secretaria de Estado da Cultura, Rua Ébano Pereira, 240.





