Entre erros e ousadias
Nem tudo foi
perfeito no
Fest Cine
Vídeo, mas
iniciativa
vale pela
ousadia
Zeca Corrêa Leite
O público que acompanhou o Fest Cine Vídeo de Curitiba ficou a princípio cansado, e em seguida irritado com a desorganização nos horários dos filmes. Até haver o encaixe aconteceu de tudo - ou era atraso em excesso ou os cartazes eram antecipados. ‘‘Estamos numa fase de transição. No próximo ano estaremos planejando com muito mais rigor para que esses contratempos não aconteçam’’, disse ontem a coordenadora do evento, Cloris Ferreira.
‘‘Você só cresce fazendo’’, afirmou. ‘‘Prefiro errar ousando e fazendo acontecer, que evitar o erro pela omissão’’. Ela concordou, porém, que houve falhas na produção. Por exemplo, na escolha da sala para exibição de vídeos. A selecionada foi a da Biblioteca Pública do Paraná, mas o sistema empregado ali é caseiro. Havia necessidade de equipamento para fitas Betacam.
‘‘Suspendi a sessão de domingo para resolver o problema. Luto pela técnica e comecei tudo de novo’’, explicou. Quanto aos filmes de longa-metragem uma nova surpresa. É que em 1997 a produtora Lucy Barreto (‘‘Que é Isso Companheiro?’’) criticou a precariedade dos cinemas de Curitiba. Se fosse assim, nem deveria haver festival.
Pois bem, este ano veio a grande conquista com a colaboração do Estação Plaza Show e as salas da Paramount. Novo drama: os equipamentos são tão modernos que os filmes que chegaram para o festival mostraram-se inadequados. Eles não tinham a qualidade exigida.
‘‘Assim mesmo tudo está valendo a pena. É um aprendizado, estamos fazendo um ajuste. Chegará o momento em que falaremos a mesma língua’’, comentou Cloris, empenhada em dar prosseguimento ao Fest Cine Vídeo de Curitiba. Outra de suas conquistas: o final do evento será transmitido nas ‘‘redes de cabeça’’ das TVs Educativas de São Paulo, Rio, Minas além do Paraná.

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