Os londrinenses terão a oportunidade e apreciar neste final de semana um repertório operístico que será apresentado pela primeira vez na cidade. Trechos de óperas europeias assinadas pelos consagrados compositores Lully e Rameau e apresentados para a corte francesa dos séculos XVII e XVIII integram o programa do recital que será apresentado neste sábado (18), no às 20 horas, no Teatro Ouro Verde. As obras serão executadas pela Orquestra Barroca Capriccio Stravagante e o Coro de Ópera Barroca Color Rhetoricus.

O repertório reúne obra de personagens inspirados no panteon greco-romano e que foram “atualizadas” para serem apresentadas à corte francesa. O programa traz histórias de Perseu, o prólogo de Armida, Roland e da comédia de Molière - "O Gentil Burguês", entre outras obras instrumentais. Além de coral, o recital traz sonoridades com vários instrumentos de corda como o violino, viola, viola da gamba, violoncello e guitarra barroca (dedilhada), tecla com o cravo e órgão , flautas doces e percussão. No programa, estão as obras “La Lyre Enchantée – Ballet en un Acte detaché de Les Surprises de l´Amour” e “Les Indes Galantes”, de J. Ph. Rameau; “Armide LWV – Tragedie Lyrique” e Le Bourgeois Gentilhomme”, de J. B. Lully; e , entre outros.

Elimar Plínio Machado, diretor da orquestra, explica que uma das principais características da música barroca produzida em toda a Europa entre os séculos XVI e XVIII é o contraste de tons, intensidades e timbres. “Esses contrates são explorados para representar as diversas paixões do ser humano e chegar ao seu mais alto grau de expressão. No caso da alegria, por exemplo, a pessoa pode expressar esse sentimento de forma moderada, muito alegre ou eufórica. Toda essa gama de possibilidades acaba envolvendo o público de forma bastante acentuada”, enfatiza Machado, da Divisão de Música, da Casa de Cultura da Universidade Estadual de Londrina (UEL).

Ele salienta que além de explorar os contrastes entre o claro e o escuro, o grave e o agudo, o forte e o fraco, a música barroca tem um virtuosismo no qual as vozes e os instrumentos competem no mesmo nível. “Todas essas nuances são reforçadas pelas inúmeras possibilidades de formação de uma orquestra barroca que pode se dividir entre solos, duetos, trios e vozes acompanhadas por um único instrumento ou por grupos instrumentais”, esclarece.

Entre os diferenciais da orquestra barroca,dirigida por ele desde a fundação do grupo em 1995, Machado aponta a teoria dos afetos. “Muitos instrumentistas estudam o barroco. No entanto, nosso estudos são baseados em determinadas fontes que nem todo mundo tem acesso. Um dos objetivos da criação desta orquestra que é nasceu como um projeto de extensão da Universidade Estadual de Londrina é justamente disseminar a esses conhecimentos”, ressalta.

Atualmente a Orquestra Barroca Capriccio Stravagante conta com 16 integrantes, mesmo número de vozes que integram o Coro de Ópera Barroca Color Rhetoricus, criado em junho de 2018 e que reúne interessados na difusão do gênero barroco, música relacionada ao surgimento da ópera, no século XVII, caracterizada por ritmos enérgicos, melodias com muitos ornamentos, contrastes de timbres instrumentais e sonoridades fortes com suaves. “Todos os integrantes do coro e da orquestra atuam como voluntários. Ensaiamos uma vez por semana o repertório que é apresentado durante o ano todo nos concertos da Temporada Ouro Verde de Música Historicamente Informada.


Serviço:

Concerto com Orquestra Barroca Capriccio Stravagante e o Coro de Ópera Barroca Color Rhetoricus

Quando – Sábado (18), às 20 horas

Onde - Cine Teatro Universitário Ouro Verde (R. Maranhão, 85)

Quanto - R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada)

Ponto de venda - Bilheteria do Teatro Ouro Verde, das 14h às 18h e no dia do evento até momentos antes do início do concerto

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