Entidade já patrocinou 294 projetos culturais
São Paulo, 19 (AE) - Mantida pela Fundação Lampadia (que tem sede no principado de Liechtenstein), a Vitae é uma associação civil sem fins lucrativos que apóia projetos nas áreas de educação, cultura e promoção social. A atuação da Fundação Lampadia estende-se à Argentina e ao Chile por meio das Fundações Antorchas e Andes. A Lampadia foi constituída em 1985 com dinheiro da venda das empresas do grupo Hochschild (no Brasil, Brasilmet), que atuavam na América Latina.
Ao longo dos últimos 13 anos, as Bolsas Vitae patrocinaram a realização de 294 projetos em oito áreas que se alternam a cada concurso - nos anos pares, vão para as áreas de literatura, música, teatro e dança; nos anos ímpares, para artes visuais, fotografia, cinema e vídeo. Além das bolsas de artes, a Vitae incentiva a formação de jovens músicos por meio do programa Bolsas Vitae de Música e atua em projetos na área de patrimônio cultural, com apoio a museus, inventários de bens culturais, capacitação de recursos humanos e a preservação de acervos de bibliotecas, arquivos e centros de documentação.
O incentivo já contemplou artistas como o cineasta Joel Pizzini, a artista plástica Rosângela Rennó, o tradutor Modesto Carone, o roteirista Jean-Claude Bernardet, a escritora Julieta de Godoy Ladeira, o escritor Milton Hatoum, entre outros. Seriedade - Quando lançou seu primeiro concurso, em 1988, a Vitae espantou pelo anúncio sucinto que publicou na imprensa, oferecendo bolsas (na época, entre Cz$ 70 e Cz$ 138 mil). No total, representava um investimento de US$ 280 mil. Parecia brincadeira, mas a iniciativa tinha - como ainda tem - avalistas de peso, como José Mindlin e Antonio Candido, o que atestava sua seriedade.
Naquela sua primeira iniciativa, recebeu nada menos do que 533 projetos de escritores, artistas plásticos, músicos, dramaturgos e cineastas de todo o País. Para evitar pressões nas comissões que julgam, tudo é feito no mais absoluto sigilo até a divulgação dos nomes - foram 20 contemplados no primeiro ano de funcionamento. Na época, o empresário José Mindlin avisava sobre os critérios: "Nós escolhemos áreas carentes de recursos financeiros". (J.B.)





