Então, é assim, João Grilo?
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 12 de junho de 2008
Apolo Theodoro<br> Especial para a Folha2 
Há quase 40 anos, em outubro de 1968, tive a oportunidade, a honra e o privilégio de conhecer e interpretar João Grilo, o ''amarelo safado'', personagem central da peça ''Auto da Compadecida'', de Ariano Suassuna - espetáculo montado pelo TURP - Teatro Universitário Rocha Pombo para participar do 1º Festival Universitário de Londrina, este mesmo que está aí agora com o nome de Filo e que se tornou um dos mais respeitados e reconhecidos eventos do mundo do teatro.
Então com 23 anos, cursando o 2º ano do curso de História da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Londrina, me lembro quando Alex de Almeida, diretor do grupo, chegou com a notícia de que Délio César, acadêmico de Direito, estava organizando um festival universitário com música, teatro, literatura e artes plásticas. A animação foi geral.
Todo o elenco foi conquistado por aquele texto tão bem-humorado e com personagens tão marcantes. Como curiosidade, me recordo, no ensaio geral, quando Domingos Pellegrini, estudante de Letras, apareceu com a cara pintada de preto - não havia estudantes negros na faculdade - para fazer o papel de Jesus.
Quem ganhou o concurso foi o Grupo de Teatro de Medicina com a peça ''Revolução na América do Sul'', de Augusto Boal, dirigida por Oswaldo Diniz. ''Auto da Compadecida'' ficou em 2º lugar. Eu fui escolhido o ''melhor ator'' do festival.
Único remanescente daquele grupo, volto aos palcos do Filo - desta vez com o espetáculo ''Então é assim?'', montagem do grupo ''Criando a Liberdade'' numa adaptação do texto ''Entre quatro paredes'' de Jean Paul Sartre. Para celebrarmos juntos, quero convidar todos os meus amigos para assistir o espetáculo que acontece hoje e amanhã, às 22h, na Casa de Cultura da UEL. Até lá e, como diz meu personagem na peça, Sortuo sooas onrefnio!


