Mineiro de Monsenhor Paulo, que fica perto de Varginha, o alfaiate Antonio Ezidio da Silva veio para Londrina em 1943. Viu a cidade crescer. Seu irmão Benedito trabalhou como pedreiro na construção do Hotel Sahão (antes chamava-se São Jorge). Ezidio levava almoço para ele, todos os dias. Aprendeu a profissão de alfaite com Manoel de Carvalho, o Manelão, já falecido e que deixou muitos amigos em Londrina. Ezidio trabalhou também com Lauro Dutra Borges, hoje aposentado, que foi o famoso Dutra alfaiate.

36 anos no Autolon

Depois de passar a trabalhar sozinho em sua casa, à rua Araguaia, na Vila Nova, onde mora até hoje, Ezidio foi para uma sala no 5º andar do Edifício Autolon, onde está há 36 anos e é o síndico do histórico prédio, que saiu da prancheta do festejado arquiteto Villanueva Artigas. Antonio Ezidio tem cinco filhos e seis netos. Nenhum filho topou seguir a profissão, mas dois netos, Walter e Antonio Ezidio Neto estão recebendo ensinamentos pacienciosos do avô. Ezidio acha que eles levam jeito.

O mesmo time

Todos são corintianos na sua família, mas o neto Walter Vinicius Dias é são-paulino. Pedi para Ezidio escalar o seu Corinthians de todos os tempos. Ele repetiu o mesmo time do advogado Jorge Aidar: Gilmar, Zé Maria, Célio Silva, Oreco e Wladimir; Zé Elias, Rivelino e Luizinho; Sócrates, Baltazar e Zague. O diploma de corintiano-doente está na parede de sua movimentada alfaitaria no Edifício Autolon, onde ele recebe torcedores de todos os times, que buscam a elegância e o conforto de um terno feito no capricho.

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