Caverna é o que não falta na Ilha de Páscoa. Quem já leu o livro ‘‘Aku-Aku’’, do aventureiro e navegante norueguês Thor Heyerdahl sabe que lá cada família tem uma, onde guarda tesouros de valor sentimental ou arqueológico. As cavernas, diz a lenda, são vigiadas pelo espírito Aku-Aku, espécie de anjo da guarda e conselheiro de cada rapanui, ou pascoense.
Verdade ou não, o certo é que Rapa Nui é como uma esponja de origem vulcânica, tal a quantidade de cavernas que existem na ilha. No diário de viagem do lendário Capitão Cook, datado de 1774, se lê que em sua chegada a Páscoa o navegador foi recebido por um grupo de nativos. E nenhuma mulher ou criança foi vista.
Em diversos lugares da Ilha de Páscoa, os ingleses encontraram montículos de pedra que marcavam estreitas entradas no solo. Mas não conseguiram ver como eram essas cavernas, já que os nativos impediram todas as tentativas de ingresso nelas. Por dedução, Cook concluiu que o resto dos habitantes estava escondido nessas entradas. Desalentado com o pouco que viu, o navegador regressou ao barco e foi embora.
As cavernas também serviram de refúgio para os nativos contra as embarcações que procuravam escravos. Dizem que naqueles barcos partiram os pascoenses que sabiam decifrar os segredos das famosas tábuas de Rongo Rongo.
Esses pedaços de madeira têm hieroglifos onde se supõe estão explicados todos os grandes mistérios da ilha, sua origem e o porquê das colossais estátuas, os moais. Hoje, as Rongo Rongo estão à mostra no Museu de História Natural de Santiago e no Museu do Vaticano, mas você encontrará réplicas no museu da ilha.

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