Ranulfo Pedreiro
Aos poucos, o choro está saindo das rodas para alcançar um público cada vez maior e mais interessado. O gênero também está sendo estudado por jovens instrumentistas, mostrando uma vitalidade decorrente de um repertório de qualidade e difícil execução. Tudo isso se reflete no 19º FML, onde o gênero há anos conta com uma oficina específica que atrai feras como o violonista Luiz Otávio Braga, o bandolinista Joel Nascimento, Josimar Carneiro no violão de seis cordas, Jaime Vignoli no cavaquinho e Oscar Bolão no pandeiro.
O time completo se apresenta hoje, a partir das 22 horas no Teatro Zaqueu de Melo, na ‘‘Noite do Choro’’, dentro das atividades do 19º Festival. Com direção de Luiz Otávio Braga, o repertório traz músicas de Baden Powell, João Pernambuco, Jacob do Bandolim, Pixinguinha e outros compositores. Uma surpresa: Raymond Stewart vai interpretar tuba como convidado especial.
‘‘Esse repertório é um subconjunto dos standards do choro, do repertório tradicional. A oficina está crescendo de ano para ano e o público está se renovando. O choro é a orquestração típica do Brasil, toda a música popular foi orquestrada com base no trio violão, flauta e cavaquinho’’, comenta Luiz Otávio Braga, que toca violão de sete cordas.
O instrumentista acredita que a continuidade do choro está associada ao virtuosismo e à qualidade do gênero: ‘‘Qualquer pessoa de qualquer nível ou camada social gosta, é uma música ligada às nossas questões, nossa história e chama a atenção pela execução e outros aspectos difíceis de encontrar na grande mídia’’, acrescenta. O choro vai continuar agitando o Festival com a chegada de Altamiro Carrilho, que vai ministrar um workshop dentro da Oficina de Choro a partir de segunda-feira.
• Noite de Choro, com Luiz Otávio Braga, Joel Nascimento, Josimar Carneiro, Jaime Vignoli, Oscar Bolão e Raymond Stewart. Hoje, às 22 horas, no Teatro Zaqueu de Melo (Avenida Rio de Janeiro, 113). Ingressos a R$ 2,00.

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