Depois de estrear no Rio de Janeiro, o evento multimídia Free Zone chega hoje à noite a Curitiba. A idéia é promover uma mistura de talentos, envolvendo artistas plásticos, músicos, DJ’s, poetas e performers. As próximas paradas serão Porto Alegre e São Paulo.
As edições são diferentes em cada cidade, que ganham atrações locais. ‘‘São edições únicas desse encontro de variadas linguagens artísticas, idéias e pessoas’’, diz o curador do evento, Chacal.
A partir das 20 horas de hoje, o público que chegar ao Círculo Militar será surpreendido por instalações multimídia, confeccionadas no Salão Topázio, que serão montadas pelo grupo de arte contemporânea Chelpa Ferro. O espaço central do evento será ao lado, no Salão Rubi.
Nesse local, estará um cubo de seis metros de altura, que terá como paredes oito megatelões. Quando eles forem suspensos, o público será convidado a entrar e assistir às performances do grupo curitibano Vadeco & Os Astronautas, do poeta Amarildo Anzolin, da bailarina gaúcha Luciana Brites, da banda Vulgue Tostoi, dos poetas 3 Avatares, da dupla Antonio Saraiva & Marcos Cunha e, finalmente, do músico Arnaldo Antunes.
Para encerrar a noite, que não tem hora para acabar, o DJ carioca Calbuque (Carlos Albuquerque) comandará a pista com muito drum’n bass. Consagrado atualmente como um dos principais DJs e pioneiro no estilo drum’n bass da noite do Rio de Janeiro, Calbuque começou sua carreira no final dos anos 80, na tradicional festa Rio Reggae Club, onde tocava vertentes da música jamaicana, como o dub, o dancehall e o ragga. A partir de 1997, depois de criar a sua tradicional festa itinerante ‘‘Febre’’, ele passou a dedicar-se exclusivamente ao drum’n bass. (S.M.)

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