Se eventos do tipo são mais frequentados por adolescentes, no primeiro domingo de exposição não era difícil encontrar pais e filhos fascinados pela quantidade de jogos e consoles. O agrônomo Cláudio Pinheiro acompanhava o filho Luciano, de 6 anos, que tentava manusear o controle diferente do que está acostumado. "Voltei no tempo aqui. Meu filho preferiu experimentar esse jogo mais antigo, da minha época, num formato que nunca tinha visto. Teve alguma dificuldade no início, mas as crianças de hoje aprendem tudo muito rápido", comentou.
Da sua própria época de criança, ele lembra que os amigos reuniam-se na casa de alguém para jogar. "Era um alvoroço quando alguém tinha o console; bem diferente da facilidade das crianças que agora têm eletrônicos a qualquer momento."
O autônomo Gustavo Tramontin e o filho Gustavo, de 12 anos, também não perderam a oportunidade de experimentar vários jogos antigos e disputar várias partidas do Telejogo, que consiste basicamente em traços que sobem ou descem para rebater um ponto, uma espécie de bola. "Esse nem eu conhecia", revelou o pai, que teve a infância nos anos 80 cercada da novidade.
Entre gargalhadas na partida, o menino disse que aprovou o jogo e achou divertido. "É muito diferente." Super adepto das novas tecnologias, o videogame não pode faltar na casa. "Mas se fica de castigo, a primeira coisa que eu corto é a vida digital", entregou o pai. (M.T.)

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