Encantos na represa de Chavantes
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quarta-feira, 25 de julho de 2001
Adriana De Cunto De Londrina 
Muitos conhecem o município de Ribeirão Claro, no Norte Pioneiro, como o berço do café adensado. Mas o local, próximo à divisa com o Estado de São Paulo, tem outro atrativo pouco conhecido: as belezas naturais proporcionadas pela região montanhosa e pelas águas do Rio Paranapanema, represadas pela barragem de Chavantes. O município, com 10.500 habitantes, já descobriu que pode tirar proveito do belo cenário e criou um calendário de eventos que agrada tanto os amantes da aventura, quanto quem apenas quer descansar. A programação inclui campeonatos de pesca e de vôo livre, festas típicas e visitas a fazendas.
Uma das surpresas de Ribeirão Claro está escondida na represa de Chavantes, no Rio Itararé, um pouco antes dele desembocar no Paranapanema. Trata-se da Pousada da Ilha, um hotel construído, como o nome diz, em uma ilha que já foi o pico de um morro da área ocupada por uma fazenda, antes do represamento do rio, na década de 60.
Inaugurado em janeiro deste ano e pertencente a um empresário de Marília (SP), o lugar ainda não foi descoberto pelos paranaenses. Dos hóspedes da pousada, 70% são do Estado de São Paulo, principalmente das cidades de Ourinhos, Marília e proximidades. Do Paraná, o complexo já recebeu uma visita ilustre: o governador Jaime Lerner e comitiva, durante viagem a Ribeirão Claro, em junho.
Geralmente, os paranaenses descobrem o local de maneira inesperada: quando, hospedados em alguma propriedade na beira da represa, saem para pescar ou passear de barco e se deparam com o inusitado: uma ilha com cara de parque aquático e charme de hotel fazenda.
Em seis meses de funcionamento, a Pousada da Ilha já mexeu com Ribeirão Claro e não há morador que não saiba indicar o caminho. Não poderia ser diferente, já que os nove empregos gerados pelo empreendimento, da gerente ao chef de cozinha, passando pelos garçons e faxineiras, são ocupados por moradores da cidade. A gerente, Patrícia Martini, estudante de Turismo em um universidade na cidade vizinha de Ourinhos (SP), conta que a maioria dos produtos utilizados no hotel são adquiridos no próprio município.
Chegar à pousada não é difícil. Depois de atravessar a área urbana de Ribeirão Claro, é preciso percorrer sete quilômetros em uma estrada de terra. O trajeto não tem nada de penoso, já que a paisagem pitoresca do lugar, cercada de montanhas e áreas de fazenda e matas, encanta os turistas. Próximo à represa, a paisagem fica ainda mais bonita. Se de um lado o motorista tem a montanha, de outro, ele tem a água cristalina do Rio Paranapanema sem uma garrafa pet boiando para atrapalhar o visual.
Funcionários da pousada buscam os hóspedes de lancha. Na parte externa, há piscinas para adultos e crianças, incluindo uma para a prática de biribol. Ao lado delas, foi construído um deck com churrasqueira e bar. Ainda na área externa, quadra de vôlei de praia, pista de cooper cercada de coqueiros, play-ground e quiosques com música ambiente. Há equipamentos para pesca e quem quiser gastar um pouco de energia pode passear de caiaque ou jet-sky.
O hotel possui 10 suítes com cama de casal e duas de solteiro. Estilo rústico, o charme fica por conta dos detalhes que lembram as fazendas, como por exemplo, a sala de jantar com fogão à lenha esquentando os pratos quentes. Aliás, é em um fogão à lenha que o chef Hernandez prepara pratos típicos como leitoa assada e peixe.
Um dos pontos altos são os passeios de lancha pela represa, que levam o turista para outras ilhas e cachoeiras onde é possível mergulhar ou só admirar a paisagem. A estada só é desaconselhável para quem deseja perder peso. A diária inclui quatro refeições: café da manhã, almoço com diversos tipos de sobremesa, chá da tarde recheado com bolos e tortas caseiras, além do jantar. Isso sem falar nos aperitivos, que podem ser solicitados à parte, no bar das piscinas ou no deck, junto com drinks.
A jornalista viajou a convite da Pousada da Ilha


