Jackeline Seglin
De Londrina
A Escola Municipal de Teatro (EMT) de Londrina está sob nova coordenação. Depois que Maurício Arruda Mendonça deixou a função, em julho, a Fundação Cultura Artística de Londrina (Funcart) implementou um sistema de coordenação colegiada, composto por três pessoas indicadas e um representante dos alunos. Para a coordenação-geral foi escolhido o professor Kennedy Piau, formado em Educação Artística; para a pedagógica, Sílvio Ribeiro, que tem 13 anos de experiência como ator e diretor; e para a administrativa, José Aureliano Sabino, recém-formado pela EMT. O representante dos alunos ainda será escolhido.
A idéia surgiu, segundo Sabino, numa reunião da diretoria da Funcart. ‘‘Não tínhamos um nome com disponibilidade em tempo integral, então resolvemos dividir a função’’, comenta. Um dos requisitos levados em conta na escolha foi o envolvimento dos nomes com o trabalho da Funcart. A equipe assume a escola por tempo indeterminado.
O ex-coordenador Maurício Arruda Mendonça, que ficou um ano no cargo, disse que deixou a escola para se dedicar ao trabalho literário. ‘‘Foi gratificante, porque é gostoso conhecer pessoas, a gente está sempre aprendendo. Saí meio com saudades, mas é bom deixar que outras pessoas assumam e tragam novas idéias.’’
A princípio, os novos coordenadores pretendem manter a linha metodológica e administrativa que vinha sendo desenvolvida até então. ‘‘A participação de um representante dos alunos na coordenação vai criar um envolvimento maior deles com a escola, já que vão ajudar nas discussões e encaminhamentos’’, justifica Sílvio Ribeiro. ‘‘Participando dos processos de decisão, eles darão um feedback maior na avaliação do processo pedagógico. Teremos um retorno quase imediato da visão dos alunos’’, completa Piau.
Serão realizadas reuniões mensais da coordenação e reuniões pedagógicas quinzenais, nas quais acontecem avaliações, definição de bloco de estudo, a necessidade de oficinas de complementação, enfim, tudo que envolve o processo pedagógico da escola.
Atualmente, a EMT tem 110 alunos das turmas adulto e infanto-juvenil. Este ano, duas turmas devem concluir o curso. A escola enfrenta problemas financeiros para realizar os espetáculos de formatura. ‘‘Estamos em negociação com os alunos. Vamos fazer uma reunião para definir se montaremos este ano ou no início de 2000’’, antecipa Sabino. ‘‘O fato de não termos nenhum projeto aprovado pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura tirou uma base forte de viabilização de recursos.’’
Um convênio entre Funcart e Prefeitura permite o pagamento dos professores e de parte da manutenção da escola. Outra parte é custeada pela taxa mensal paga pelos alunos. ‘‘Além disso, tem a campanha ‘Dar é uma questão de impulso’, que ajuda na manutenção e implementação’’, diz Sabino. Já os formandos têm que correr atrás de verba para a montagem. Para isso, desenvolvem várias atividades, como o ‘‘Nhoque da Sorte’’. Em breve, uma nova campanha vai para as ruas.

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