Empresária de Londrina ficou encantada
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 17 de outubro de 2001
Maranúbia Barbosa<br> De Londrina 
A empresária londrinense Zakie Khouri foi uma, duas, três vezes ao Marrocos. Rendeu-se aos encantos do país. O destino predileto: Marrakech. A cidade, define Zakie, é ''um grande mercado'', diferente de tudo o que se pode imaginar. Para ela, os muros construídos em volta de Marrakech são um dos pontos altos da viagem.
A primeira vez que visitou o país foi para comemorar a festa de aniversário de um primo, no início dos anos 90. Ela conta que algum tempo depois estava na Europa e decidiu viajar de navio até o Marrocos. Zarpando de um porto na Espanha, Zakie viajou acompanhada de amigos. Segundo ela, é recomendável não visitar o país sozinha. Os costumes são bastante diferentes do Ocidente e a presença de uma mulher desacompanhada provoca estranheza.
Galantes, os marroquinos, mal vêem uma turista e já propõem casamento, conta Zakie. Gracejos do tipo trocar as estrangeiras por camelos, dúzias deles se a mulher for muito bonita, são comuns entre os homens do país. Segundo Zakie, a atmosfera em Marrakech é romântica. ''Afrodisíaca'', observa. O souk (mercado), com as mercadorias expostas nas portas das lojas, onde peças em ouro estão lado a lado com roupas, bolas de couros e até comida. ''As ruas (na parte antiga da cidade) são estreitas e de repente terminam em frente a uma porta'', relata a empresária. Abrindo a porta, uma surpresa: um restaurante típico onde os clientes são recepcionados com pétalas de rosas.
Os marroquinos, conta Zakie, são extremamente hospitaleiros. ''Recebem os convidados com chá de hortelã'', refrescante no clima local. Ela diz que ficou intrigada com a quantidade de gatos que existem em alguns locais. ''Eles são muito supersticiosos e acreditam que o gato espanta o mau olhado'', explica.
Alegres, os marroquinos promovem danças típicas nos hotéis e até no deserto do Saara. Para Zakie, ir ao Marrocos e não andar de camelo é como ir à Roma e não ver o papa. As cidades de Casablanca e Fes também foram visitadas por ela, e também são muito interssantes. Zakie, descendente de árabes, não teve dificuldades para se comunicar. Os estrangeiros que não falam árabe podem se comunicar em inglês ou em francês, segundo idioma falado no Marrocos. E bom português, Zakie conta que qualquer dia desse volta para Marrakech.


