Empresa promete não discriminar estilos
A diversidade musical esteve no encontro promovido pela Dakobra. Como numa alegre confraria misturavam-se cantores e instrumentistas de gerações variadas. Estavam lá o Ivo e Paulo Juck, representando a Blindagem, Endrigo Bettega, do Tocaia (grupo jazzístico cujos integrantes volta e meia estão na Europa cumprindo temporada), os pagodeiros do Identidade Brasil, os roqueiros da Reles Pública, da Woyzeck, do Boi Mamão, Ivam Graziano (filho de Nhô Belarmino e Nhá Gabriela), eterno apaixonado pela música paranaense, a dupla sertaneja William e Renan.
Essa é uma mostra do elenco com o qual a Dakobra vai trabalhar daqui para frente. No papel de produtora ela responderá pelos interesses dos artistas. Fará os contratos, acertará cachês, agendas e todos os detalhes referentes a shows. As atrações estarão tabeladas e com essa medida acaba-se a história dos interessados indo atrás dos artistas, procurando o mais barato.
No cast da empresa o telefone é um só. Todos passarão pelo meu departamento, anunciava Helinho Barreto. De momento pode haver uma certa estranheza dos promotores locais, mas com o tempo tudo vai se acomodar. É uma cirurgia que estamos fazendo; no começo dói um pouco, mas tira-se o tumor. Queremos acabar com o hábito do empresário que leva tudo e deixa o músico na base das migalhas, segundo Barreto.
Adeus WoodstockA música é um produto que perdeu a aura do romantismo e já faz algum tempo. Essa conscientização profissional é um dos pontos que o publicitário Luiz Carlos Franco ataca. Antes de decidir-se pela criação do selo ele analisou a fundo a questão, através de mapas e pesquisas. Com um mapeamento completo da situação é que criou o selo Dakobra.
Através dele serão viabilizados shows, patrocínios, contratação direta de artistas, produção de CDs, etc. Mas como estes tempos são de concorrência cada vez mais acirrada, os artistas não podem mais se dar ao luxo da curtição pela curtição.
Temos que pensar pelo lado comercial, afirma Luiz Carlos. Woodstock ficou no passado com os músicos subindo ao palco turbinados. Acabou essa época, decreta o empresário. O músico tem que ir de cara limpa - e vender. Ter música vendável.(Z.C.L.)





