Antes da construção do hotel, no entanto, esse paraíso estava começando a ser destruído. Na Semana Santa de 1998, cerca de 250 carros de turistas invadiram a Cachoeira do Pedrossian, a maior e mais bela da região, situada dentro da área do Hotel-Fazenda do Betione.
‘‘As pessoas cortavam o arame da cerca, entravam na cachoeira e lá depositavam lixo, pixavam a gruta, caçavam e pescavam deliberadamente’’, conta a proprietária Regina Pedrossian, de 44 anos.
Diante da degradação, ela decidiu tomar partido e proteger a propriedade que há anos pertencia a sua família. ‘‘A fazenda estava à venda, mas, quando fui conhecer a área e descobri as trilhas, decidi construir um hotel que preservasse o meio ambiente.’’
Assim, está sendo realizado constantemente um programa de reflorestamento com o objetivo de restaurar e conservar a flora nativa da região. ‘‘Nós criamos um viveiro para cultivar as mudas e replantá-las na mata’’, explica Regina.
Isso sem contar o cuidado com o impacto ambiental, que está sendo praticado por meio das fossas sépticas, localizadas a 300 metros do Rio Betione, distância segura para não poluir sua água. ‘‘Estamos planejando também uma forma de reciclar o lixo e com a renda, favorecer a comunidade de Bodoquena’’, diz a proprietária.

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