Com a pretensão de se tornar um marco arquitetônico de Londrina, na avaliação do secretário municipal de Cultura, Luciano Bitencourt, a cidade nunca esteve tão perto de tornar possível a construção do Teatro Municipal, como ele próprio afirma.
A explicação para tanto entusiasmo, que só não foi maior porque o início e a conclusão da obra dependem ainda do panorama futuro político e econômico, é que ontem pela manhã, o imobiliarista Raul Fulgêncio, que representa o grupo de empresários que comprou o imóvel de 257 metros quadrados da antiga Anderson Clayton, apresentou o terreno doado para a construção do teatro municipal.
São 19.899,61 metros quadrados localizados entre a Via Expressa e a linha férrea, numa área considerada nobre pelos empresários. O valor de mercado do terreno é estimado entre R$ 6 e R$ 7 milhões e a estimativa para a construção do teatro é em torno de R$ 30 milhões.
Previsto em orçamento municipal, R$ 350 mil serão investidos na realização de um concurso público nacional realizado pelo Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB - Paraná). O registro do terreno em nome da prefeitura deve ser encaminhado até a próxima semana, dando condições para que o IAB comece o processo de formulação do concurso e contratação de edital.
O secretario Luciano Bitencourt acredita que até o final deste mês o edital seja publicado e que até o início do próximo ano já se conheça o vencedor. O imobiliarista Raul Fulgêncio afirmou que o teatro municipal será ancora de um empreendimento imobiliário, que compreenderá um complexo turístico, comercial e cultural.
Para criar mais expectativa sobre o futuro daquela área total, Fulgênio disse que daqui a algumas semanas anunciará um projeto imobiliário, acrescentando que toda a infra-estrutura do empreendimento estará concluída até abril. ''A nossa intenção é fazer algo, onde as pessoas possam caminhar e que tenha um objetivo turístico. Estamos pensando também num espaço cultural, que estamos chamando de Marco Zero, onde os artistas possam fazer o lançamento de obras. Esse complexo todo será uma referência para a região'', comentou Fulgêncio.
O secretário de Cultura lembrou que qualquer projeto vencedor do concurso para a construção do teatro atenderá as exigências identificadas por uma comissão, representando a comunidade cultural londrinense.
A intenção é que o teatro tenha uma sala principal com capacidade para 1.200 pessoas e outra menor com 600 lugares. O projeto também deverá prever uma caixa-preta. ''Um teatro como esse tem um potencial de utilização econômica muito grande, além de ser um centro cultural e artístico. Vamos ter o maior e melhor centro cultural de uma região extensa do país'', afirmou Bitencourt, acrescentando que o teatro deve ser administrado por uma fundação.
A doação do terreno da antiga Anderson Clayton para a construção do teatro municipal apagou o incêndio entre a prefeitura e a multinacional Walt Mart, que disputavam uma área entre as ruas Quintino Bocaiúva, Mossoró, Santos, Paranaguá e Eduardo Benjamin Hosken.
Para tornar o sonho do teatro municipal possível, a prefeitura pretende buscar recursos na União e governo estadual. ''Depois de iniciada, uma obra dessa não poderá ficar inacabada'', concluiu o secretário de Cultura, acrescetando que a atual administração deverá dar início ao empreendimento e, se não conseguir concluí-lo, deverá entregá-lo numa fase adiantada da obra.

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