Emoção na voz
PUBLICAÇÃO
domingo, 18 de março de 2012
Caroline Borges <br> <br> TV Press 
Para Bruna Di Tullio, o uso de clichês é sempre a melhor forma de expressar sua sinceridade quanto aos novos papéis. ''Eu sempre digo que fico muito feliz com todos os trabalhos. Parece falso, mas os meus clichês são sinceros'', explica. Escalada para ''Máscaras'', próxima novela da Record, que substitui ''Vidas em Jogo'', a atriz não esconde sua surpresa e alegria pelo convite através de seus intensos olhos azuis. ''Fiquei muito feliz com esse trabalho. O elenco já estava todo fechado e eu achei que não fosse rolar mais nada'', conta. Na história de Lauro César Muniz e Renato Modesto, Bruna interpreta Sonia, uma cantora que sofre com uma doença terminal e deve aparecer apenas durante os oito primeitos capítulos. ''Ela possui uma questão pessoal e familiar muito forte. E mostra como ela lida com tudo isso'', afirma.
Na trama dirigida por Ignácio Coqueiro, Sonia enfrenta um grande conflito com sua irmã Cláudia, vivida por Franciely Freduzeski, e a amiga Geraldine, interpretada por Luiza Tomé. Para incorporar uma cantora, que transparece na voz e nas músicas todos os seus dramas, Bruna passou a ter aulas com a preparadora do programa ''Ídolos'', Tutti Baê. ''O Ignácio me avisou de tudo com antecedência. Junto com uma equipe especializada fui pegando as músicas e vendo qual era o melhor tom para mim'', ressalta a atriz, que já participou de alguns musicais. Ela mesma se considera uma ''atriz que canta''.
Mas se aprofundar na densa história de Sônia foi uma chance para acumular experiências pessoas e profissionais. A atriz conversou com diversos pacientes em estado terminal, além de pesquisar e discutir o tema com psicólogos. ''É um universo muito pesado. É difícil pensar que essas pessoas podem perder a vida em dois dias literalmente. Muitas delas vivem apenas como telespectadoras da vida, pois não podem nem sair do hospital'', lamenta Bruna, que continua trocando e-mails com muitos pacientes.
De acordo com a atriz, o mais impressionante em Sonia é maturidade e total falta de autopiedade diante de sua doença. ''Ela fala da possibilidade da morte sem peninha. Tem o equilíbrio da dor'', aponta.
Longe das novelas desde ''Ribeirão do Tempo'', escrita por Marcílio Moraes em 2010, a atriz não considera a virada de papéis intensa, pois a matéria-prima de suas personagens é ela própria. Em sua última trama, Bruna deu vida a Lílian, uma empresária sofrida que apanhava de seu amante, interpretado por Heitor Martinez. ''A Sonia nunca passaria pelo que a Lílian passou. Não mataria ou apanharia por amor. Foi uma personagem engraçada, pois recebi um retorno nas ruas de quem sofria com os mesmo problemas que ela. Despertei um sentimento de revolta nas mulheres'', lembra.
Aos 30 anos, a atriz, que agradece sua entrada na Record ao diretor Edson Spinello, afirma adorar estar na ativa e que passa as férias trabalhando. Desde sua estreia na emissora durante a novela ''Amor e Intrigas'' em 2007, Bruna procurou estar em todas as produções possíveis do canal. ''Toda vez que eu torcia para estar em novela eu conseguia o papel. Boa parte das pessoas com quem desejei muito trabalhar na Record, eu já trabalhei. E tem muita gente com quem ainda quero trabalhar'', torce a atriz, que antes de ingressar na Record, atuou em novelas como ''Alma Gêmea'', ''Como uma Onda'' e ''Paraíso Tropical'', na Globo.


