ReproduçãoCena do filme de Spielberg: os dinossauros são os mesmos e estão a menos de dois metros de distância e em proporções reais. Alguns têm o tamanho de um prédio de cinco andares.Aiiiii! Grita uma japonesa quando o chão some e, ainda na escuridão, o bote despenca em um penhasco de 25 metros da maior cachoeira já produzida pelo homem. O grito cessa no mesmo instante em que a embarcação volta à posição horizontal, chegando segura ao chão. Não sem antes, naturalmente, deixar completamente molhados todos os 25 passageiros. Esta é a última etapa, e para muitos a mais assustadora, do ‘‘Jurassic Park - A Viagem’’, a mais popular e a mais recente atração dos Estúdios Universal, em Los Angeles.
A garantia de emoções fortes é tão certa quanto a de ver japoneses na fila de entrada. Como o livro, o best-seller mundial de Michael Crichton, e o filme, do diretor Steven Spielberg, a maior bilheteria da história do cinema, ‘‘Jurassic Park - A Viagem’’ é um sucesso absoluto. Em 5 de julho do ano passado, poucos dias após a inauguração, bateu recorde ao receber 43 mil visitantes em um só dia.
Show de perfeição A atração custou US$ 100 milhões e levou cinco anos para ser construída, os trabalhos começaram três anos antes da estréia do filme. Dura apenas seis minutos e é um show de perfeição, engenharia e tecnologia. O percurso, de 2,5 km, é feito em um rio enevoado que passa por dentro de uma floresta tropical (com mais de 400 palmeiras e outras 1.500 espécies de árvores e flores). As surpresas surgem das margens, do céu e até mesmo do fundo do rio.
Os sustos maiores ficam por conta dos dinossauros, os mesmos ’’ terríveis ’’ do filme. Aqui, eles não são como os efeitos especiais presos em uma tela de cinema. Eles estão a menos de dois metros de distância e em proporções reais. Alguns têm o tamanho de um prédio de cinco andares, como o Ultrasaurus. Outros, como os Stegosaurus, movem-se numa rapidez sem precedentes na história da engenharia de bonecos. Todos eles são revestidos por um plástico que reproduz a textura de uma pele verdadeira.
A segunda metade do parque é percorrida dentro de um túnel, na total escuridão. É aí que estão as maiores surpresas. Como o mais terrível de todos os dinossauros, o Tyrannosaurus Rex, que produz um som estridente e surge do teto em meio a um clarão assustador. Os indefesos humanos sentem os ossos tremerem. Mas não há tempo para pensar: o bote faz a curva e despenca cachoeira abaixo.
De galinha a dinossauro A história do cinema americano seria diferente se Carl Laemmle não tivesse, em 1915, comprado um rancho cheio de galinhas no subúrbio de Los Angeles. Ele era um pioneiro do cinema e precisava de um espaço para fazer seus filmes. Montou um estúdio no rancho e, por precaução, manteve as galinhas. O seu raciocínio era de que os filmes poderiam sair de moda, mas os ovos estariam sempre entre as preferências do povo americano.
Quando o som chegou, em 1927, a platéia barulhenta foi afastada. Só voltou 37 anos depois, em 1964, para mais uma vez ajudar nas despesas do estúdio. Agora, os tours eram feitos em ônibus e a atração principal, ao lado dos atores, era a parada para almoço na lanchonete dos estúdios. Na época, recebiam cerca de 39 mil pessoas por ano, bem menos que os 43 mil, o público recorde de 5 de julho do ano passado.
O negócio deu certo e o estúdio resolveu incrementá-lo: acrescentou demonstrações de como eram feitas as maquiagens dos filmes e montou uma exposição com os figurinos de alguns personagens. Acabavam de nascer os modernos Estúdios Universal, que recebem, atualmente, 5 milhões de pessoas por ano.
Jurassic Park : 100 Universal City Plaza, Califórnia, 91608, tel. (001818) 508-9600. Os ingressos custam US$ 34 (de 12 a 59 anos), US$ 26 (de três a 11 anos), US$ 29 (acima de 60 anos). Crianças com menos de três anos não pagam. Em junho, julho e agosto, abre das 7h às 23h. Nos outros meses, das 9h às 19h.

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