EMI anuncia fusão com a Time Warner
Agência Estado
A norte-americana Time Warner, que há cerca de quinze dias anunciou uma megafusão com a America Online, confirmou ontem a união de seus negócios no ramo musical com a EMI, em uma transação que criará a maior empresa fonográfica do mundo, com uma forte presença na Internet. A nova companhia terá um faturamento anual conjunto de US$ 8 bilhões e um lucro estimado de US$ 1 bilhão, excluindo o pagamento de impostos, taxas, depreciações e amortizações.
Pelo acordo, cada empresa terá 50% na nova companhia, que será chamada Warner EMI Music com um catálogo que unirá estrelas como Cher, Eric Clapton, Phil Collins, Madonna, Metallica e REM, da Time Warner, com os astros da EMI, entre eles, os Beatles, os Rolling Stones, as Spice Girls, Garth Brooks e os Smashing Pumpkins. A alemã Bertelsmann, que poderia fazer uma contra-oferta para a EMI, informou que não deveria encaminhar nenhuma proposta.
Pelo acordo, a Time Warner pagará aos acionistas da empresa britânica US$ 1,65 por ação, que terão uma participação acionária no novo grupo e continuarão controlando a EMI. Juntas, a EMI e a Time Warner vão administrar 2.500 artistas, em uma estrutura que permite o lançamento de 2 mil álbuns por ano, além de deterem os direitos de mais de 2 milhões de músicas. A Warner EMI Music terá duas sedes, uma em Nova York e outra em Londres.
As sociedades serão dirigidas por conselhos idênticos compostos por seis representantes da Time Warner e cinco da EMI e terão dois presidentes: Eric Nicoli (EMI) e Richard Parsons (Time Warner). A união, que deverá ser concluída no segundo semestre deste ano, poderá gerar uma economia prevista de US$ 400 milhões ao ano, a partir do terceiro ano da fusão, mas a unificação das atividades custará mais de US$ 700 milhões. Segundo a imprensa local, o acordo poderá colocar em risco cerca de 3 mil empregos.





